O ministro do Interior da França, Claude Guéant, reconheceu nesta terça-feira (20) que não se avançou muito na investigação das quatro mortes em uma escola judaica na segunda-feira (19) em Toulouse, mas indicou que uma das testemunhas do massacre viu que o assassino levava uma câmera pendurada no pescoço.
Em entrevista à emissora de rádio "Europe 1", Guéant contou que o atirador tinha uma câmera pendurada no pescoço e ajustada no peito. "Não sei se filmava tudo, mas o viram com esse aparelho", afirmou.
Já o chanceler francês, Alain Juppé, ressaltou em entrevista à rede de televisão "France 2" que seu governo usará "todos os meios possíveis e imagináveis" para encontrar o homem que matou três crianças e um adulto na escola judaica Ozar Hatorah, no sul do país.
"O encontraremos, o levaremos à Justiça, e ele será castigado", disse Juppé, que ressaltou que "a investigação está em andamento", mas não quis dar "pistas prematuras".
Segundo o diário "Libération", os investigadores trabalham com duas hipóteses quanto ao perfil do assassino: a primeira é que ele possa ser um militar de extrema direita ou integrante de uma organização neonazista; e a segunda é que se trate de um ativista vinculado ao fundamentalismo islâmico.
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