RIO DE JANEIRO - Para a festa mais popular do país, um convidado ilustre o presidente Luis Inácio Lula da Silva com figurino descontraído. Chapéu Panamá e camisa florida. Com uma tala no polegar, Lula vibrou com a festa do começo ao fim, mas não saiu à noite toda do camarote dos anfitriões, o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Já dona Marisa quis ver de perto as escolas e foi pra Avenida. Sambou com a bateria, mas não se comprometeu. “Eu torço pra todas”, diz primeira-dama. Como era seguida por muitos fotógrafos, no desfile da Mocidade saiu depressa para não atrapalhar a comissão-de-frente.
Foi a primeira vez que Lula esteve na Sapucaí depois de eleito. Desde 1994 um presidente não via o desfile do carnaval carioca no Sambódromo. Foi quando a cidade recebeu Itamar Franco. Até então, o primeiro e único a assistir o desfile das escolas na Marques de Sapucaí.
Desta vez, a Avenida do samba virou também passarela da política. Foram ao Sambódromo o governador do Paraná, Roberto Requião, a senadora do Maranhão, Roseana Sarney que não participou do carnaval maranhense pois estava se preparando para um procedimento cirúrgico mas parece que o seu descanso foi bem agitado ou melhor quis descansar a sombra de Lula.
E ministros de Lula. Orlando Silva, do Esporte e José Gomes Temporão, da Saúde. Por causa da campanha de combate a Aids, Temporão pediu a ajuda do presidente para jogar camisinhas aos foliões.
Lula esperou até o fim do desfile para abraçar Neguinho da Beija-Flor, que passa por um tratamento contra o câncer, e falando de Neguinho, ele foi aclamado na Sapucaí, bonito de se ver o carinho por esse grande artista que muito contribui para a musica brasileira.
Depois de ver todas as escolas, falou rapidamente da estréia na Sapucaí. “Maravilhoso”, fala o presidente. Volta ano que vem? “Se Deus quiser”, afirma.