A falta de controle sobre as passagens aéreas extrapolou os limites do Congresso mais uma vez. Depois de envolver três ministros de Estado, agora é a vez do Judiciário. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro do STF Eros Grau aparecem como beneficiários da cota de passagens de dois deputados.
Os dois ministros, no entanto,apresentaram documentos para comprovar que não tiveram viagens pagas pela Câmara.
Há indícios de que ambos tenham sido vítimas de um mercado paralelo de bilhetes pagos com dinheiro público. Gilmar decidiu ontem (16) cobrar explicações do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP).
O chefe do Judiciário quer uma investigação para saber como o nome dele e o de Eros Grau acabaram aparecendo na cota dos deputados Paulo Roberto (PTB-RS) e Fernando de Fabinho (DEM-BA), respectivamente.
Os seis bilhetes usados por Gilmar Mendes e sua esposa, a secretária-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Guiomar Lima Mendes, serviram para uma viagem do casal para Nova Iorque e para Fortaleza, onde vive a família de Guiomar.
Os registros da empresa aérea coincidem com as passagens emitidas pelo deputado gaúcho. O ministro Eros Grau apresentou um comprovante de que sua passagem foi paga pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro aconteceu no dia 31 de março de 2008, no voo JJ 3940, entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont.
Nem o relator do processo de cassação do governador do Maranhão Eros Grau ficou imune a farra das passagen aéreas, segundo os ministros algo está errado e precisa ser explicado, isso é o que a sociedade brasileira espera das nossas autoridades, que com certeza andam diariamente de ônibus, é bom lembrar que eles disseram que talvez tenha sido vitima de uma quadrilha. Essa é a justiça brasileira de muita gente.