O deputado Valdinar Barros (PT) voltou a denunciar na sessão de terça-feira (25) o que ele classifica de “perversidade cometida pelo secretário Raimundo Cutrim (Segurança) contra 64 famílias de lavradores do município de São Pedro da Água Branca, vítimas dedespejo na semana passada.
Segundo o parlamentar petista, jagunços do fazendeiro efetuaram odespejo das famílias, sob a proteção do secretário Raimundo Cutrim, mantendo-se fortemente armados na sede da Fazenda Tramontina.
Trata-se, conforme o deputado, de uma área da União para a qual foicriado um projeto de assentamento há mais de dois anos pelo INCRA.
Valdinar afirmou que no intuito de satisfazer os fazendeiros daregião, “que fizeram leilões de gado para ajudar na sua campanhaeleitoral”, o secretário Cutrim garantiu o despejo dessas famílias.
De acordo com Valdinar, na última sexta-feira havia sido acordado entre o comandante da polícia de Açailândia, major Edeilson, opresidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e o coordenador daunidade do INCRA de Imperatriz, que os lavradores poderiam retornar nomesmo dia para pegar seus animais. Porém, explicou, chegando à sededa fazenda, foram recebidos a tiros.
“É assim a ação do governo biônico de Roseana Sarney e do secretáriode Segurança Raimundo Cutrim, que não tem competência para combater ocrime organizado, os assaltos a bancos e às famílias, mas apenas paraperseguir e molestar trabalhadores”, afirmou Valdinar.
Valdinar Barros lembrou que em dois anos do governo Jackson Lago (PDT) não aconteceu nenhum despejo na região Tocantina e em quatro meses do governo Roseana e do secretário Raimundo Cutrim já ocorreram quatrodespejos de lavradores que estão lutando apenas pela sobrevivência.
Ele garantiu que o Incra e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais deImperatriz e de São Pedro da Água Branca vão lutar pelo retorno dasfamílias àquela área, que é o lugar onde devem construir os seus futuros de vida.
Valdinar esclareceu que não se trata de um terreno particular, mas daUnião. “E se é área da União, quem tem que ser dono não é um grileiroque tem mais de seis fazendas na região, mas sim as 64 famílias que estão ali há mais de quatro anos desenvolvendo as suas atividadesagrícolas”
Fonte Agência Assembleia.