12 de setembro de 2009

Economia brasileira reage possitivamente a crise mundial, 1,9% no 2° trimestre e deixa a recessão.

Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,9% no 2º trimestre, em comparação ao trimestre anterior.

O resultado positivo tira o Brasil da recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda. Nos primeiros três meses do ano, a economia encolheu 0,8%.

O número está de acordo com as previsões de mercado, que apontavam para uma alta do PIB entre 1,5% e 2% no período.

Em valores correntes, o PIB brasileiro fecha o 2º trimestre em R$ 756,2 bilhões.

O principal componente do crescimento no 2º trimestre foi o consumo das famílias, com alta de 2,1%. Apesar da crise, os brasileiros foram às compras, impulsionados por juros menores e, sobretudo, pela redução de impostos promovida pelo governo.

Já os investimentos permaneceram estáveis no período. No primeiro trimestre do ano, o indicador chegou a cair 12,6%, contribuindo de forma significativa para o país entrar em recessão.

Do lado da oferta, o destaque foi para a indústria, que - depois de dois trimestres negativos - voltou a crescer, com a alta de 2,1%.


A produção industrial tem sido a mais afetada pela crise econômica, e o resultado positivo foi um dos principais motivos para o crescimento de toda a economia no trimestre.

BNC Politíca

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