Um contingente de 77 milhões de brasileiros, o que corresponde a 45% da população do país, não têm o costume de ler. Essa é apenas uma das constatações da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", realizada pelo Ibope Inteligência, sob encomenda do Instituto Pró-Livro. A publicação que contêm o estudo, realizado entre novembro e dezembro de 2007, em 311 municípios, foi lançada na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, acompanhado de artigos de especialistas e gráficos com os principais resultados.No levantamento, foram considerados não-leitores os entrevistados acima de 5 anos que não leram nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa. Um outro dado que acompanha o baixo índice de leitura de boa parte dos brasileiros é que a maioria da população diz preferir assistir televisão em seu tempo livre. A leitura aparece apenas como a quinta opção mais citada, atrás de hábitos como ouvir música e descansar. A pesquisa traz ainda um perfil da população que não tem o costume de ler: geralmente ela compõe a base da pirâmide social, com renda familiar menor, além de ser mais velha e ter baixa escolaridade.
Quando questionados por que não lêem, os entrevistados responderam: falta de tempo (29%), não gostar de ler (27%), preferir outras atividades (16%), não ter dinheiro (7%), falta de bibliotecas por perto (4%) e não ter onde comprar (2%). "O que mais pesa nos baixos índices de leitura é o desinteresse. Mesmo quando se fala na falta de acesso aos materiais de leitura, isso parece ser mais uma forma de justificar não ir à biblioteca do que uma dificuldade de fato. Se houvesse maior estímulo à leitura, acho que as pessoas encontrariam uma forma de ter o acesso", explica Zoara Failla, gerente executiva de projetos do Instituto Pró-Livro e membro da comissão de trabalho da pesquisa.
O estudo também mostrou que muitos têm dificuldades para ler, possivelmente devido a falhas no processo de formação das habilidades de leitura. Sobre suas limitações para a leitura os entrevistados responderam que lêem muito devagar (16%), não têm paciência (11%), não compreendem a maior parte do que lêem (7%), não têm concentração (7%). "Existe um grave problema de letramento. Quem tem dificuldade para ler dificilmente vai ser cativado para a leitura", diz Zoara.
Quando questionados por que não lêem, os entrevistados responderam: falta de tempo (29%), não gostar de ler (27%), preferir outras atividades (16%), não ter dinheiro (7%), falta de bibliotecas por perto (4%) e não ter onde comprar (2%). "O que mais pesa nos baixos índices de leitura é o desinteresse. Mesmo quando se fala na falta de acesso aos materiais de leitura, isso parece ser mais uma forma de justificar não ir à biblioteca do que uma dificuldade de fato. Se houvesse maior estímulo à leitura, acho que as pessoas encontrariam uma forma de ter o acesso", explica Zoara Failla, gerente executiva de projetos do Instituto Pró-Livro e membro da comissão de trabalho da pesquisa.
O estudo também mostrou que muitos têm dificuldades para ler, possivelmente devido a falhas no processo de formação das habilidades de leitura. Sobre suas limitações para a leitura os entrevistados responderam que lêem muito devagar (16%), não têm paciência (11%), não compreendem a maior parte do que lêem (7%), não têm concentração (7%). "Existe um grave problema de letramento. Quem tem dificuldade para ler dificilmente vai ser cativado para a leitura", diz Zoara.
BNC Educação