A deputada Helena Barros Heluy (PT) defendeu, na Assembleia Legislativa, que o Dia Mundial da Água merece uma reflexão profunda por parte da classe política maranhense, a partir de como é que, politicamente, o país e o Maranhão enfrentam a questão da água em todas as suas dimensões.
Lembrou que a data é emblemática por ser, também, o Dia Estadual de Combate à Tortura, criado para registrar a morte do poeta e compositor negro Geremias Pereira da Silva, Gerô, torturado e morto por policiais militares, em 2007, após sair de uma sessão especial sobre a Campanha da Fraternidade, no antigo prédio da Assembleia Legislativa.Helena lembra que Gerô “foi bárbara e cruelmente assassinado numa sessão pública de tortura”, entre a Rua do Egito e a Beira Mar.
O espancamento de Gerô continuou até as imediações do Terminal Rodoviário, na Praia Grande (centro de São Luís). Numa iniciativa da deputada petista, o Dia Estadual de Combate à Tortura foi instituído para ser celebrado, anualmente, como uma data para realização de atividades de forma a não deixar passar despercebida, na consciência da sociedade maranhense, a tortura e a brutalidade, rechaçadas, ao longo da história, pelos organismos comprometidos com a defesa dos direitos humanos.A parlamentar lamentou que o mais grave é o fato de Gerô não ser a última vítima de torturas no Maranhão. Disse que, há exatamente três anos, “somos contemporâneos dessa brutalidade pública”.
Helena salientou que Lei 8.641, de 12 de julho de 2007 e instituiu o Dia Estadual de Combate à Tortura, integra o elenco das leis desobedecidas ou que não são levadas na devida conta no Maranhão. O sentido dessa lei, segundo ela, é deixar, na memória de todos, o repúdio da sociedade maranhense às práticas da tortura.
BNC Política