Métodos de estimulação neurológica podem ser uma solução para reverter sequelas em pessoas que sofreram acidente vascular cerebral.
É o que sugere estudo do Centro de Investigações em Neurologia da USP, feito com pacientes que passaram recentemente por AVC isquêmico (não mais de 45 dias).
As técnicas, empregadas até agora em 22 pacientes, foram a estimulação magnética transcraniana e a estimulação elétrica seletiva periférica. "Os resultados são animadores", segundo a neurologista Adriana Conforto, que coordenou o estudo.
Na primeira técnica, uma bobina apoiada na cabeça do paciente gera um campo eletromagnético que estimula os neurônios do cérebro.
Na outra, eletrodos colocados no membro afetado (um braço paralisado, por exemplo) descarregam corrente elétrica que chega ao cérebro para reativar as funções motoras perdidas.
Segundo a neurologista Adriana Conforto não houve efeitos colaterais como crises convulsivas ou danos à pressão arterial dos pacientes em nenhuma das técnicas testadas.
Para ela, os resultados "são uma esperança de tratamento às pessoas que sofreram da doença".
BNC Saúde