Nos últimos anos o agronegócio tem avançado de forma violenta no Sul do Maranhão, e esse avanço tem sido comemorado e até usado como instrumento de campanha política nas disputas pelo governo do Estado.
Isso porque esse avanço dos grandes projetos tem feito crescer de forma considerável o PIB(Produto Interno Bruto) do Maranhão.
Porém, o que não é debatido são as desastrosas conseqüências que esse perverso modelo de desenvolvimento adotado pelos governos maranhenses trazem para o meio ambiente e os povos do campo.
No entanto, diante do atual panorama é necessário que a sociedade civil organizada promova o debate de temas de tamanha relevância social como esse, pois se não acordarmos agora do sono profundo da passividade, se não trazermos a luz aquilo que esta escondido na escuridão dos desejos do capital, o amanhã poderá ser tarde demais para o futuro das famílias camponesas do Maranhão.
A expansão do agronegócio no município de Grajaú tem provocado sérios problemas ambientais e sociais que vão desde a extinção de espécies vegetais e animais, a poluição e diminuição do volume das águas dos rios Grajaú e Santana, como também exploração da mão-de-obra feminina, concentração de terras e a expulsão das famílias camponesas para as periferias da cidade.
Por Edmilson Pinheiro
BNC Maranhão