O Baixo Parnaíba Maranhense vive nas últimas décadas uma forte pressão de grandes grupos e produtores do agronegócio cuja proposta de “desenvolvimento” que se implanta a base de cooptação de lideranças, fragmentação das famílias e desestruturação dos povoados na sua ambição por novas áreas para desbravarem para os mais diversos fins, ou seja, desmatar para utilizar o carvão vegetal, desmatar e “tratar” a terra para produção de monocultivos de soja e/ou eucalipto.
No sentido de desestruturação de suas Comunidades e Instituições locais a partir de manobras e estratégias plantadas por aqueles que querem “saquear’ e “usurpar” o direito e o bem comum destas Comunidades.
Numa região onde os ecossistemas do cerrado, os recursos hídricos e as populações tradicionais andam de mãos dadas, o agronegócio também anda de mãos dadas com a destruição socioambiental (grilagem de terras; desmatamento por correntões; pulverização com agrotóxicos e a contaminação de fontes hídricas, da fauna e da flora e ainda de povoados que habitam nas circunvizinhanças; conflitos físicos com comunidades, fraudes em cartórios, justiça inoperante e/ou parcial, dentre outros problemas).
Ratifica-se que tudo isto ocorre à margem da lei e sem nenhum acompanhamento por parte do estado e de seus órgãos suplementares.
BNC Maranhão