O fim da possibilidade de sigilo eterno para documentos públicos tem condições de ser aprovado pelos senadores em plenário, no voto, como fizeram os deputados, disse nesta quinta-feira (16/06) o relator, no Senado, do projeto de lei de acesso à informação, Walter Pinheiro (PT-BA).
Para ele, a presidenta Dilma Rousseff está pressionada a interferir pelos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor, favoráveis ao sigilo, mas deveria resistir e deixar o Senado decidir sozinho. “O projeto não pode ser usado para colocar o Senado contra o governo. Este é um assunto para nós resolvermos aqui dentro”, afirmou.
A bancada do PT defende o fim do sigilo, embora ainda possa mudar de posição, segundo o líder, Humberto Costa (PE), caso o Palácio do Planalto convença o partido de que é necessário, politicamente, atender Sarney. "Não vou patrocinar uma rebelião contra o governo", disse.
As duas maiorres legendas adversárias do governo no Senado, PSDB e DEM, também estão contra o sigilo. Se não por convicção, pelo menos para tentar jogar o PT contra o PMDB e, com isso, atrapalhar o governo Dilma.
Recentemente, o senador Aécio Neves (MG), principal líder tucano na atualidade, chamou de “retrocesso” a possibilidade de sigilo eterno.
O senador Demóstenes Torres (GO), do DEM, relator do projeto numa comissão do Senado, afirmou, nos últimos dias, que o partido dele não vai “endossar” a preservação do sigilo.
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