27 de julho de 2011

Após medidas, dólar sobe 1,50% e fecha a R$ 1,559

O dólar subiu mais de 2% hoje de manhã até R$ 1,57 no mercado interbancário de câmbio, após ter fechado ontem a R$ 1,536, no menor valor desde 15 de janeiro de 1999. As cotações dispararam no final da manhã, reagindo às novas medidas do governo que encarecem as operações com derivativos cambiais e penalizam quem toma empréstimo externo com prazo médio superior a 720 dias e antecipa a sua liquidação. A moeda encontrou suporte no exterior, onde uma onda de venda de euros por causa do renovado receio sobre a crise de dívida na Europa ajudou a impulsionar a moeda norte-americana.

Aqui, o Banco Central também atuou para dar sustentação aos preços, fazendo um leilão de swap reverso (em que assume posição comprada em dólar e vendida em taxa de juros) e duas compras de moeda no mercado à vista. Mas o dólar devolveu à tarde parte dos ganhos em meio à percepção dos agentes financeiros de que a entrada de capital tende a diminuir por causa das medidas, mas não deve acabar uma vez que os juros internos ainda continuam atrativos, apesar do aumento de custos determinado para essas operações.

No fechamento das transações, o dólar comercial teve alta de 1,50%, a R$ 1,559. No mês, acumula baixa de 0,13%. Na BM&F, o dólar à vista encerrou em alta de 1,77%, a R$ 1,5635. O euro comercial subiu 0,40% a R$ 2,239.

BNC Economia

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