O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou hoje, por intermédio de sua assessoria, envolvimento no esquema de desvio de verbas do Ministério do Turismo, repassadas para o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), ONG de fachada que funcionava no Amapá. Sarney disse que a única emenda de seu interesse no Estado, que destinava R$ 975 mil para o museu do Parque Nacional do Tumucumaque, não foi efetivada, "virou pó", segundo o assessor.
Ele também negou que o senador tenha conversado ou procurado o secretário de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, para falar de emenda de seu interesse. "Sarney nunca procurou Colbert nem ninguém do Ministério do Turismo para pedir nada", informou.
O assessor afirma que o senador, "há um bom tempo", não tinha mais ligação com a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), que teria feito campanha para seu desafeto político, o ex-governador João Capiberibe (PSB). Pelaes é autora de duas emendas para o Ibrasi, relacionadas a dois convênios com o Ministério do Turismo, no valor de R$ 4 milhões e R$ 5 milhões.
O assessor disse que Sarney não quis falar ontem sobre o assunto, quebrando a rotina de responder a perguntas dos repórteres quando chega ao Senado, para não "entrar" em tema que não tem nada com ele. Ontem, Sarney foi direto para o plenário quando chegou, e hoje, ele não compareceu ao Senado.
O cerco está aumentando e mais uma vez o todo poderoso Sarney está no olho do furação, e dessa vez, como é u especialista em articulação política o que vai fazer para continuar soberano.
BNC Política