O sonho de melhorar de vida se tornou realidade para 70 mulheres quebradeiras de coco do município de São José dos Basílios (MA), próximo à cidade de Presidente Dutra. As trabalhadoras da Associação das Quebradeiras de Coco de São José dos Basílios receberam o título da posse de um terreno adquirido em 2001, onde funciona a sede da entidade.
E agora vão poder ser beneficiadas com vários projetos, na área de agropecuária e agricultura, do governo federal, por meio do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), além de financiamento por agências bancárias que disponibilizam microcréditos para o desenvolvimento rural.
No dia 17 de novembro, deste ano, Gonçala Valéria da Silva Ferreira, presidente da Associação, recebeu no cartório do 1º Ofício de Presidente Dutra, das mãos do tabelião substituto Cássio Bettega Nascimento, a certidão de matrícula do imóvel adquirido em 2001.
No dia 17 de novembro, deste ano, Gonçala Valéria da Silva Ferreira, presidente da Associação, recebeu no cartório do 1º Ofício de Presidente Dutra, das mãos do tabelião substituto Cássio Bettega Nascimento, a certidão de matrícula do imóvel adquirido em 2001.
'É com grande prazer que podemos apoiar a causa das quebradeiras de coco, que agora dá mais um passo, por terem o registro de sua sede e obter os benefícios desta regularização fundiária', destacou o tabelião. 'Para nós é uma grande conquista, pois não tínhamos o documento; lutamos por dez anos para conseguir esse título. Agora, vamos poder conseguir projetos por meio do governo federal, além de financiamentos, para melhoramos a condição de vida das trabalhadoras. É um sonho que virou realidade', disse Gonçala Valéria Ferreira.
Para conquistar o título da terra, as quebradeiras de coco contaram com a assessoria da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que vem dando esse apoio desde o ano de 2002. 'A CPT orientou as trabalhadoras, e as incentivou a terem a documentação da terra, pois quando elas adquiriram este terreno apenas tinham em mãos um recibo.
Para conquistar o título da terra, as quebradeiras de coco contaram com a assessoria da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que vem dando esse apoio desde o ano de 2002. 'A CPT orientou as trabalhadoras, e as incentivou a terem a documentação da terra, pois quando elas adquiriram este terreno apenas tinham em mãos um recibo.
Nós as incentivamos a procurar o antigo dono para que ele passasse a escritura da parte comprada, e em menos de dois anos conseguimos o título da terra', disse o padre italiano Marco Bassani, coordenador da Diocese de Grajáu.
Após a conciliação entre as partes, Francisco José Ribeiro Bezerra e a Associação das Quebradeiras de Coco, o conflito judicial na qual as trabalhadoras requeriam usucapião do terreno chegou ao fim, concedendo o título de terra à parte requente. Inicialmente, a Associação tinha somente dois hectares, mas durante a conciliação, o antigo proprietário da terra doou mais dois hectares às quebradeiras de coco.
Com Informações Vias de Fato
BNC Maranhão