28 de janeiro de 2012

Oito anos após chacina de Unaí, acusados ainda estão soltos

28 de janeiro de 2004. Manhã chuvosa na cidade de Unaí, a 606 quilômetros de Belo Horizonte. O fiscal do Ministério do Trabalho Nelson José da Silva, 52 anos, despede-se da mulher Helba da Silva e sai às 6h40 para trabalhar. Três horas depois, ela descobre que ele havia sido assassinado.

“Em nosso último momento juntos, lembro-me que ele me disse: Fique com Deus. E eu disse a ele: Vai com Deus", contou ao iG a viúva de Nelson.

Passados oito anos da chamada “Chacina de Unaí” – que tirou a vida não apenas de Nelson, mas de outros dois fiscais e um motorista –, acusados ainda não foram presos.
Nelson, Erastótenes de Almeida Gonçalves, 42 anos, João Batista Soares Lage, 50 anos, também auditores e o motorista Aílton Pereira de Oliveira, 52 anos, foram alvejados a tiros por matadores de aluguel, indicaram as investigações.

Aílton, mesmo baleado na cabeça, conseguiu dirigir por sete quilômetros para pedir ajuda. No caminho, forneceu informações que ajudaram nas investigações da Polícia Federal, em parceria com a Polícia Civil.

Pouco tempo depois do crime, os executores da chacina foram descobertos. Presos, os matadores de aluguel delataram quem seriam os mandantes dos assassinatos: empresários insatisfeitos com a fiscalização trabalhista. A expectativa é a de que de nove envolvidos, cinco sejam julgados neste ano. O processo está em Brasília e deve ser remetido em breve para julgamento em Minas Gerais.
 
Entre os acusados de encomendar do crime, está o atual prefeito de Unaí, Antério Mânica (PSDB), em seu segundo mandato. Seu irmão, Norberto Mânica, também é um dos acusados de ter encomendado os quatro assassinatos por R$ 45 mil.

BNC Brasil

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