27 de fevereiro de 2012

Incêndio em estação antártica brasileira terá impacto político, afirmam cientista e deputada

O geólogo Jefferson Cardia Simões, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (URGS), afirmou hoje (27) que o impacto do incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz vai além do científico. "É político, também”, disse Simões, que é especialista no continente. O professor disse esperar que, com o acidente, a opinião pública seja esclarecida sobre as atividades brasileiras na Antártida e que o fato repercuta no orçamento destinado às atividades de pesquisa no país.

A vice-presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Programa Antártico, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), tem percepção semelhante e diz que o Brasil precisa assumir a sua condição de sexta potência mundial: "o grau de investimento no continente não está à altura de um país como o nosso."


De acordo com a deputada, o Brasil destina poucos recursos à pesquisa na Antártida porque “há uma completa insensibilidade e inconsciência científica por parte da sociedade, do [Poder] Legislativo e do [Poder] Executivo. O programa de pesquisa na Antártida dá estatura ao Brasil”, ressalta.

BNC Ciência e Tecnologia 

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