O Estado de Rondônia possui uma das mais significativas populações indígenas do país – cerca de 11 mil pessoas, distribuídas em 23 Terras Indígenas que representam um total de 20,82% da área do estado (GTA, 2008), abrigando etnias como os Arara, Gavião, Cinta-Larga, Suruí, Karitiana, Karipuna, Tupari, sabanê, aikanã, Makurap, Kaxarari, Oro Nao’, Oro Win, Oro Mon, Oro Eo, Oro Waran, Oro Waran Xijein, Oro Cao Waje, Djeromitxi, Canoé, Salamãi, dentre outros povos, além dos grupos urbanos, como os Cassupá, os ressurgidos como os Puruborá e os indígenas livres ou isolados. No entanto, todo este quadro, não garante por si só uma maior identificação multicultural e plurilingüística no imaginário da sociedade local.
E essa invisibilidade reflete ainda de forma contundente na única universidade pública existente no estado, a UNIR. É evidente que algo já aconteceu, apesar de violentas manifestações de oposição e negação. Estamos nos referindo à implantação do Curso de Educação Básica Intercultural destinado a habilitar docentes indígenas em Rondônia, resultado do diálogo com os movimentos indígenas e da política de direitos à educação superior propiciada pelo então Governo Lula através do REUNI – Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais.
O primeiro vestibular aconteceu em 2009. Hoje o curso possui 130 estudantes, pertencentes a 23 etnias. Com uma exuberante diversidade de línguas, cores e saberes, enriquecem a UNIR – Campus de Ji-Paraná, qualificando-a como uma instituição com feição e prática mais amazônida.
Fonte: Combate ao Racismo Ambiental
BNC Meio Ambiente
ai que tedio o prof fica enventando mas me ajudol muito
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