O acúmulo de matéria orgânica e a contaminação do solo e da água
foram os fatores apontados como responsáveis pelo superaquecimento do
piso de uma casa localizada na Rua Marquês de Pombal, no bairro de Ponta
Grossa, em Maceió. Um laudo do Instituto do Meio Ambiente, divulgado na
manhã desta sexta-feira (20), atesta que os resultados das análises do
material coletado comprovam que o vazamento de esgotos e fossas na
região estão provocando uma reação química que libera calor.
O fenômeno, que foi sentido há cerca de duas semanas,
intrigou especialistas e atiçou a curiosidade da população, quando os
donos da casa revelaram que a temperatura do solo chegava a 80 graus
Celsius.
A análise foi realizada por químicos, biólogos, engenheiros-químicos e
geólogos do IMA e da Universidade Federal (Ufal). Em laboratório ficou
constatada a presença de gás Sulfídrico em uma quantidade 400 vezes
superior ao normal e uma grande quantidade de coliformes fecais, o que
indica a contaminação do solo por esgotos e fossas da região. "Este gás
se forma a partir de uma ação bacteriana resultante da decomposição de
matéria orgânica. Ela é mais frequentemente encontrada em rios poluídos e
estação de tratamento de esgoto", explicou o diretor técnico do IMA,
Ricardo César Barros de Oliveira..
Segundo ele, toda a área de entorno da residência está contaminada,
não sendo descartada a possibilidade da ocorrência de novos aquecimentos
em outras moradias. Diante disso, o IMA vai encaminhar à Prefeitura
Municipal uma recomendação para a instalação de canos que facilitem a
dispersão do gás acumulado no solo, além de uma obra de saneamento
básico em toda região para conter o vazamento de esgotos e fossas.
BNC Nordeste