Popularizar a ciência, esse é o objetivo maior da 64ª edição da Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com uma rica programação voltada para a divulgação científica, o evento contará com a presença de grandes pesquisadores. Entre os convidados está Daniel Shechtman, Prêmio Nobel de Química em 2011. O cientista confirmou presença no encontro, onde realizará uma conferência no dia 24 de julho. A vinda de Daniel Shechtman é um marco na história do Maranhão. È a primeira vez que um vencedor de Prêmio Nobel visita o estado.
O pesquisador vai estar na abertura da SBPC, e no dia da sua conferência (24 de julho). Daniel irá falar para os participantes sobre a divulgação e popularização da ciência, além de explicar sobre os quasicristais, a pesquisa que lhe rendeu o Nobel de Química.
Segundo o coordenador da SBPC no estado e vice-reitor da UFMA, Antônio Oliveira, é uma honra receber um cientista como Daniel Shechtman. “A vinda de Shechtman é um incentivo para o Maranhão, destaca.
Nós temos no Brasil tantos ícones na cultura, no esporte e não temos na ciência. Não existe um brasileiro que tenha um prêmio Nobel e a visita de Shechtman é uma oportunidade de despertar nos nossos jovens a curiosidade científica”, destacou.
O coordenador da SBPC ressaltou que o cientista vai interagir com a comunidade do evento e seu alvo principal será os jovens. Para Oliveira, se e os mais novos se interessarem por ciência, futuramente, poderá haver brasileiros recebendo Nobel.
“O que nós precisamos é de pessoas que gostem de ciência, digo, a ciência básica, como química, física, matemática, biologia. Os estudantes precisam perceber que o estudo científico, apesar das dificuldades, é prazeroso e contribui para o bem estar da humanidade. É esse incentivo que esperamos receber do Daniel Shechtman, alguém que lutou por sua pesquisa e conquistou reconhecimento”, disse Professor Oliveira.
De ridicularizado a vencedor do Nobel
Shechtman nasceu em 1941, em Tel Aviv (atualmente Israel). Após terminar o doutorado em 1972, trabalhou nos Laboratórios de Pesquisa Wright-Patterson Air Force Base, em Ohio (EUA), foi nesse período, morando nos Estados Unidos e trabalhando no U.S. National Bureau of Standards in Washington, D.C., que esse israelense descobriu , em 1982, um composto julgado de estrutura cristalina no qual os átomos estavam encaixados em um modelo que não podia ser repetido. Sua descoberta abriria um novo campo na química: o de cristais quase periódicos, porém sua pesquisa foi inicialmente objeto de muitas controvérsias.
Durante anos, Shechtman foi hostilizado por causa da sua interpretação não periódica e até foi ridicularizado por muitos cientistas, pois contradizia todas as publicações sobre o tema.
Fonte: ASCOM / UFMA
BNC SBPC