As
incompetentes administrações políticas, a falência de recursos da ordem
financeira e as homéricas guerras que tinham como finalidade precípua a
conquista de território, acabaram por levar à ruína grandes impérios
construídos durantes décadas por conquistadores, que por soberba, colocavam-se
à cima das leis mundanas.
Esse cenário
foi responsável por grandes mudanças durante a Idade Antiga, e teve como
personagens principais a civilização grega, romana, persa dentre muitas outras.
Todos esses povos foram conquistadores em seus tempos de apogeu, e conquistados
durante a sua decadência, quando se encontravam frágil social e politicamente.
O ponto discutível, é que todos esses grandes impérios foram além das suas
próprias forças e não conseguiram gerir o que haviam conquistado.
Assim,
trazendo para a esfera do futebol, o time do Palmeiras na década de 1990, teve
o seu grande apogeu. O Clube firmou parceria com a multinacional Parmalat e deu
início à estruturação de um poético time, que tinha em sua lista de craques,
jogadores do quilate de Rivaldo, Edmundo, Evair, César Sampaio, Roberto Carlos,
Veloso e Antônio Carlos.
O alviverde
paulista encantava embalando a sua torcida como se fosse dançando falsa com os
adversários nos estádios do Brasil. foi com essa sutileza e excesso de maestria
que o Palmeiras foi em apenas dois anos, Bicampeão brasileiro em 1993 e 1994,
bicampeão paulista em 1993 e 1994 e campeão do Torneio Rio-SP em 1993. Não
tinha pressupostos para se levantar, o Palmeiras era o melhor time do Brasil,
quiçá America Latina. À frente de todo esse primoroso time, Wanderley
Luxemburgo, um técnico que foi capaz de apaziguar egos e mostrar que grandes
estrelas poderiam fazer parte de uma mesma constelação.
Grandiosos
foram aqueles tempos para o Palmeiras, que ainda na década de 1990, teve em sua
sala de troféus, o mais cobiçado de todos os times latinos: A Libertadores da
América. Foi-se essa era, e o Palmeiras sucumbiu como todos os grandes
impérios. A parceria com a Parmalat foi desfeita e o clube observou-se à deriva
em um grande oceano de dividas adquiridas por administrações desastradas e
irresponsáveis, que não tiveram a decência de enxergar o Palmeiras além dos
seus próprios interesses pessoais.
Como enredo
de uma grande Tragédia Grega, o Palmeiras foi rebaixado para a Segunda Divisão
do Futebol Brasileiro em 2002 pela primeira vez. Passados dez anos, a agremiação
é mais uma vez colocada em uma divisão abaixo da elite futebolística do Brasil.
Novamente os problemas de ingerência e briga de egos politicamente inflados,
que não contribuem para o crescimento do time, foram a mola catalisadora do
fracasso palmeirense.
O que se
observa é a inércia que se instalou no Palmeiras em relação à mudança desse
quadro. O time está acanhado, abatido e derrotado, igual aos condenados frente
aos seus algozes. O império palmeirense decaiu frente às suas próprias
debilidades, e ao que se percebe, o caminho é longo para um grande apogeu, que
deve ser erguido em alicerces sólidos, tal qual a belíssima história desse
grande time do Brasil.
Aos
Palmeirenses fica a esperança que dias melhores virão, e não é exagero
acreditar na lendária Fênix, que ressurgiu das suas próprias cinzas.
Por Nielsen Furtado
(Jornalista – Nielsen.furtado@gmail.com)
BNC Noticias