20 de fevereiro de 2013

Grandes Impérios I


As incompetentes administrações políticas, a falência de recursos da ordem financeira e as homéricas guerras que tinham como finalidade precípua a conquista de território, acabaram por levar à ruína grandes impérios construídos durantes décadas por conquistadores, que por soberba, colocavam-se à cima das leis mundanas.
Esse cenário foi responsável por grandes mudanças durante a Idade Antiga, e teve como personagens principais a civilização grega, romana, persa dentre muitas outras. Todos esses povos foram conquistadores em seus tempos de apogeu, e conquistados durante a sua decadência, quando se encontravam frágil social e politicamente. O ponto discutível, é que todos esses grandes impérios foram além das suas próprias forças e não conseguiram gerir o que haviam conquistado.
Assim, trazendo para a esfera do futebol, o time do Palmeiras na década de 1990, teve o seu grande apogeu. O Clube firmou parceria com a multinacional Parmalat e deu início à estruturação de um poético time, que tinha em sua lista de craques, jogadores do quilate de Rivaldo, Edmundo, Evair, César Sampaio, Roberto Carlos, Veloso e Antônio Carlos.
O alviverde paulista encantava embalando a sua torcida como se fosse dançando falsa com os adversários nos estádios do Brasil. foi com essa sutileza e excesso de maestria que o Palmeiras foi em apenas dois anos, Bicampeão brasileiro em 1993 e 1994, bicampeão paulista em 1993 e 1994 e campeão do Torneio Rio-SP em 1993. Não tinha pressupostos para se levantar, o Palmeiras era o melhor time do Brasil, quiçá America Latina. À frente de todo esse primoroso time, Wanderley Luxemburgo, um técnico que foi capaz de apaziguar egos e mostrar que grandes estrelas poderiam fazer parte de uma mesma constelação.
Grandiosos foram aqueles tempos para o Palmeiras, que ainda na década de 1990, teve em sua sala de troféus, o mais cobiçado de todos os times latinos: A Libertadores da América. Foi-se essa era, e o Palmeiras sucumbiu como todos os grandes impérios. A parceria com a Parmalat foi desfeita e o clube observou-se à deriva em um grande oceano de dividas adquiridas por administrações desastradas e irresponsáveis, que não tiveram a decência de enxergar o Palmeiras além dos seus próprios interesses pessoais.
Como enredo de uma grande Tragédia Grega, o Palmeiras foi rebaixado para a Segunda Divisão do Futebol Brasileiro em 2002 pela primeira vez. Passados dez anos, a agremiação é mais uma vez colocada em uma divisão abaixo da elite futebolística do Brasil. Novamente os problemas de ingerência e briga de egos politicamente inflados, que não contribuem para o crescimento do time, foram a mola catalisadora do fracasso palmeirense.
O que se observa é a inércia que se instalou no Palmeiras em relação à mudança desse quadro. O time está acanhado, abatido e derrotado, igual aos condenados frente aos seus algozes. O império palmeirense decaiu frente às suas próprias debilidades, e ao que se percebe, o caminho é longo para um grande apogeu, que deve ser erguido em alicerces sólidos, tal qual a belíssima história desse grande time do Brasil.
Aos Palmeirenses fica a esperança que dias melhores virão, e não é exagero acreditar na lendária Fênix, que ressurgiu das suas próprias cinzas.

Por Nielsen Furtado (Jornalista – Nielsen.furtado@gmail.com)
BNC Noticias



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