Desde 28 de janeiro, quando foi determinado o bloqueio dos bens dos
sócios da casa noturna, a Justiça expediu ofícios solicitando a diversos
órgãos que informassem contas bancárias, carros ou imóveis registrados
tanto no nome de Mauro Hoffmann quanto no do outro sócio da boate,
Elissandro Spohr, além da irmã e da mãe deste último, respectivamente:
Ângela Aurélia Callegaro e Marlene Terezinha Callegaro que,
oficialmente, são proprietárias da boate.
O bloqueio tem por objetivo garantir pelo menos uma parte das
indenizações que podem vir a ser pagas aos familiares das vítimas. Para
Arnecke Maria, ainda é precipitado dizer quais serão os outros
responsáveis pelo pagamento das indenizações, como governos municipal ou
estadual. Ele acredita que nos próximos dez dias os defensores que
estão atuando no caso já tenham concluído a ação e encaminhem o pedido à
Justiça.
Só nesta quinta-feira (7), pelo menos seis familiares de vítimas
procuraram a Defensoria Pública em Santa Maria para se informar a
respeito de indenizações. "A procura é diária", resume o defensor.
BNC Sul
