O
Instituto Jackson Lago, através da presidente da entidade, Clay Lago,
divulgou nota em lembrança do fatídico 17 de abril de 2009, dia em que o
governador Jackson Lago foi vítima do que o ex-ministro do TSE,
Francisco Rezek, considerou “golpe de Estado pela via judiciária”. Veja:
NOTA
O
dia 17 de abril de 2009 foi chamado por Jackson, patrono deste
Instituto, de “dia da infâmia”, pois nele, um governo democrático e
popular, eleito pelo voto livre e consciente da maioria dos maranhenses
foi derrubado por um golpe pela via judiciária e no seu lugar foi
erigido um governo ilegítimo, sem povo e sem votos, o qual perpetuou e
perpetua no poder o mesmo grupo político que domina o Estado do Maranhão
há quase meio século.
O
Governo Jackson representou a concretização de uma luta histórica das
oposições maranhenses, cuja vitória foi conquistada na consigna da
frente de libertação: “agora é a vez do povo”. Em documento escrito de
próprio punho, no calor da hora em que saiu do Palácio dos Leões,
Jackson resumia as realizações de seu governo nos 2 anos, 3 meses e 17
dias que durou: “agora surgem centenas de escolas, empresas se
instalando para gerar emprego, os grandes fóruns populares (a
participação popular é a marca maior do tempo de libertação).
Investimentos na saúde, descentralização democrática para viabilizar o
desenvolvimento econômico. Estradas são construídas em todas as regiões
do estado”. Esse foi o motivador do golpe, o temor de que essas
realizações se consolidassem e não permitissem o retorno do aludido
grupo dominante ao poder político no Estado.
Por
tudo isso, este é um dia para refletirmos e termos clareza de que muito
ainda temos que lutar para que exista democracia no Maranhão. Mais uma
vez, evocamos Jackson para sintetizar nossas esperanças, agora na Carta
aos Maranhenses que ele divulgou logo após o golpe: “Entrei no Palácio e
dele saí pela porta da frente e nos braços do povo. Resisti o quanto
pude à violência daqueles que pensam que são donos do Maranhão. O que
eles não sabem, o que jamais aprenderão, é que no meu lugar milhares se
levantarão para combater o atraso e a mentira de um governo sem votos,
sem legitimidade, sem o respeito do seu povo.”
O
dia 17 de abril de 2013, quatro anos depois, continua a nos desafiar
permanentemente, cada um e cada uma, amigos e amigas, a nos levantar e
combater esse atraso, com o mesmo espírito de luta que sempre revestiu
Jackson até o momento derradeiro.
São Luís, 17 de abril de 2013
Clay Lago
Presidente do Instituto Jackson Lago