16 de abril de 2013

Maduro culpa Capriles por mortes; oposicionista chama eleito de "ilegítimo"

O presidente eleito Nicolas Maduro e o candidato derrotado Henrique Capriles trocaram acusações nesta terça-feira (16) culpando um ao outro pelos casos de violência que deixaram sete mortos e 61 feridos no país, segundo a  procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, desde a eleição de domingo (14).

Herdeiro político de Hugo Chávez, Nicolás Maduro foi eleito no domingo (14) com 50,7 % dos votos, derrotando o candidato da oposição, Henrique Capriles, que obteve 49,1 %, em uma disputa mais apertada que o previsto.

"Nestes fatos violentos morreram sete venezuelanos, entre eles um funcionário da polícia de Táchira", disse Díaz durante pronunciamento.

A procuradora-geral também denunciou ataques a centros médicos, sedes da companhia de telefonia pública, edifícios públicos e negócios privados.

Díaz disse que até o momento há 135 pessoas detidas que vão ser apresentadas perante a justiça nesta quarta-feira (17) e afirmou que "estes fatos poderiam constituir em delitos de instigação ao ódio e desobediência das leis".

O candidato da oposição, Henrique Capriles, pediu que as pessoas "protestem em paz" contra a decisão do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), que proclamou Maduro como vencedor das eleições por uma margem de menos de 2%.

Em sua conta no twitter, Capriles convocou uma marcha em Caracas até a sede do CNE nessa quarta-feira (17) exigindo a recontagem de votos.


BNC Mundo

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