Garantir o movimento
pacífico e sem violação dos direitos humanos, além da proteção do Patrimônio
Público. Este foi o objetivo da segunda reunião realizada pela Comissão de
Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa na manhã desta
quinta-feira, dia 27 de junho com a participação de representantes da OAB,
Ministério Público, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Trânsito e
Transportes.
A presidente da
comissão, deputada Eliziane Gama destacou a importância de estratégia para
procedimento de pacificação nas manifestações. “A nossa pauta de discussão foi
a definição de uma estratégia que assegure a livre manifestação das pessoas e
que evite a violência tanto por parte da Polícia Militar como de vândalos
infiltrados nos movimentos de rua”, enfatizou.
Eliziane Gama
reforçou que o compromisso da CDHM é com a garantia dos direitos humanos e da
livre manifestação, e que fará o possível para evitar agressão a manifestantes
e policiais. “Não vamos aceitar agressão a ninguém, nem aos manifestantes e nem
aos policiais. Da mesma forma que não aceitamos vandalismos”, assegurou.
Além da presidente da
Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Eliziane Gama, que coordenou
os trabalhos, participou da reunião o deputado Neto Evangelista; Promotor de
Justiça, Claudio Cabral; Major Sebastianni representando o Comando do Corpo de
Bombeiros; o Coordenador de Trânsito de São Luís Roberto Costa, representando a
SMTT.
Uma estudante de
direito da UNDB acompanhou a reunião e elogiou a atuação da polícia nos
primeiros dias de mobilizações em São Luís, porém confirmou que os
manifestantes perceberam que depois da ultima segunda-feira houve excessos por
parte da polícia.
O Cabo Campos também
esteve presente na reunião representando a Federação de Policiais Militares e
falou que a carga horária excessiva dos PMs e o clima de tensão tem sido prejudiciais
na ação policial. “O RDE é ultrapassado e motivo de insatisfação da categoria,
e responsável por esta sobrecarga de trabalho”, lembrou.
O sargento Jean Marri,
da Associação de Bombeiros Militares, destacou que os militares estão indo às ruas
para proteger o Estado. “Temos informação que bombeiros foram recebidos a
pedradas pelos vândalos. Imagine se os militares insatisfeitos que se
manifestaram em 2011 também cruzassem os braços”, alertou.
Encaminhamentos
O presidente da
Comissão de Direitos Humanos da OAB, Antonio Pedroza sugeriu mediação com os movimentos para organização do trânsito no trajeto
e evitar ação de vândalos.
O
advogado Rafael Silva, membro da comissão da OAB disse que tentará manter
contato com os movimentos para marcar uma reunião. “Vamos propor uma reunião
com os mobilizadores das manifestações como forma de garantir a liberdade de
manifestação sem violência”, afirmou.
O Promotor
de Justiça, Claudio Cabral propôs uma reunião na manhã desta sexta-feira no
Ministério Público com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública e a Polícia
Militar.
BNC Parlamento Estadual