Brasília - Em fevereiro próximo, será aberto nos 26 estados e no Distrito Federal
o período de adesão de escolas públicas ao Programa Ensino Médio
Inovador (ProEMI). Para desenvolver as atividades previstas no programa,
as escolas terão apoio técnico e financeiro do Ministério da Educação,
por meio da plataforma on-line Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE
interativo). O ProEMI tem hoje 5,6 mil escolas. A meta do governo
federal, este ano, é chegar a 10 mil, o que representaria 50% da rede
pública do ensino médio.
A coordenadora do ensino médio da Secretaria de Educação Básica (SEB)
do MEC, Sandra Garcia, explica que as unidades dispostas a aderir devem
apresentar projeto de mudança do currículo escolar e de ampliação da
carga horária, elaborado de acordo com as diretrizes curriculares
nacionais do programa. Hoje, o ensino médio prevê 800 horas de aula por
ano e 2,4 mil nos três anos. No ProEMI, serão mil horas anuais e 3 mil
no fim do curso, implantadas de forma gradativa.
Como as 27 unidades da Federação já aderiram ao programa, Sandra
Garcia observa que elas são as responsáveis por indicar as escolas. Na
adesão, as unidades de ensino devem informar o tipo de projeto a ser
desenvolvido e o número de estudantes que serão atendidos em 2014 e em
2015. As bases para a elaboração do projeto de mudança curricular estão
definidas nas diretrizes curriculares nacionais do ProEMI, em vigor
desde janeiro de 2009.
Currículo
Para participar do ProEMI, a escola deve organizar o novo currículo a
partir de oito macrocampos, três deles obrigatórios e dois selecionados
de acordo com os interesses da equipe pedagógica, dos professores e,
principalmente, dos estudantes. São obrigatórios o acompanhamento
pedagógico (linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da
natureza), a iniciação científica e pesquisa e a leitura e letramento.
O currículo será completado com a escolha de duas atividades entre os
macrocampos línguas estrangeiras, cultura corporal, produção e fruição
das artes, comunicação, cultura digital e uso de mídias e participação
estudantil.
Além dessas definições, a escola precisa informar no projeto o número
de alunos abrangidos pelo novo currículo e a jornada escolar, que pode
ser de cinco horas ou em tempo integral, neste caso, com mínimo de sete
horas diárias. A quantidade de estudantes é que determina o valor do
repasse de recursos.
A Resolução nº 31, de 22 de julho de 2013, que trata dos recursos
financeiros para o ProEMI, divide as escolas em nove grupos,
considerados o número de estudantes atendidos pelo programa e a jornada
diária, de cinco horas (com ou sem ensino médio noturno) ou de sete
horas, que caracteriza tempo integral. Conforme as tabelas contidas na
resolução, uma escola com até 100 alunos e com jornada diária de cinco
horas, por exemplo, receberá R$ 20 mil por ano. Também com cinco horas
de aula, embora com mais de 1.401 estudantes, a escola receberá R$ 100
mil. Escolas do ensino médio com educação integral recebem mais
recursos. Com até 100 alunos, R$ 28 mil anuais; com mais de 1.401
estudantes, R$ 140 mil.
Instituído pela Portaria nº 971, de 9 de outubro de 2009, o ProEMI
integra as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado
em 2007. Conforme a portaria, os projetos de reestruturação curricular
devem possibilitar o desenvolvimento de atividades que integrem e
articulem as dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da
tecnologia. Entre as inovações estão o aumento da carga horária, a
leitura como elemento central e básico de todas as disciplinas, o estudo
da teoria aplicada à prática, o fomento das atividades culturais e
professores com dedicação exclusiva.
O processo de adesão das escolas se dará pelo PDDE Interativo,
sistema informatizado que contém o diagnóstico de cada unidade de
ensino.
Portal do MEC e Sinpro-DF
BNC Brasília
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