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1 de abril de 2015

Caema beneficia 640 famílias de Vitorino Freire ao regularizar abastecimento de água

Vitorino Freire - Cerca de 640 famílias do município de Vitorino Freire, que sofriam com a falta de água desde outubro de 2010, voltaram a ter abastecimento regular depois que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) fez a recuperação do poço P-8, responsável por 28,17% do abastecimento da cidade.  A causa da parada do poço por 495 dias foi o rompimento do revestimento, com consequente obstrução, por materiais sólidos oriundos do pré-filtro e do solo, da coluna do poço.

O diretor-presidente da Caema, Davi Telles, seguindo orientação do governador Flávio Dino, ao ser informado da situação de calamidade da população de Vitorino Freire, autorizou a recuperação do poço desativado e a instalação de uma bomba nova, o que possibilitou a normalização do abastecimento de água na área atendida pelo poço.

“Estamos, nesses poucos meses de gestão, procurando melhorar o abastecimento de água em todos os municípios do Maranhão, seguindo orientação do governador Flávio Dino que tem como meta levar água tratada a todos os lares maranhenses. Aqui em Vitorino Freire, a prioridade era a reativação imediata deste poço parado há 17 meses, o que prejudicava mais de 20% de população da cidade”, disse Davi Teles.

O diretor-presidente acrescentou que a Caema trabalhará muito para melhorar a oferta de água e a prestação de serviços à população em todos os municípios atendidos pela Companhia. O foco principal, nesse momento, são os 30 municípios como menor IDH, onde serão instalados sistemas plenos de abastecimento de água.

O prefeito José Leandro Maciel, os vereadores e a comunidade em geral agradeceram os esforços da atual gestão estadual, e da diretoria da Caema, em restabelecer o abastecimento de água para população. A solenidade de reinauguração do poço contou, ainda, com as presenças do diretor de Operação e Manutenção, Nelson Cavalcanti, e do gerente da Unidade da Caema em Pedreiras, Roberval Lima.

BNC Cidadania

30 de março de 2015

Caema conclui perfuração de poço no Bairro de Fátima

Grande Ilha - Nos próximos dias, a comunidade do bairro de Fátima, em São Luís, contará com um novo reforço no abastecimento de água. A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) concluiu a perfuração de um poço, com vazão acima de 50 metros cúbicos por hora, na praça da igreja matriz. 

Com cerca de 180 metros de profundidade, o poço vai suprir o abastecimento em áreas mais críticas do bairro, abastecidas pelo Sistema Produtor do Sacavém que, no período de estiagem, tem a produção reduzida por conta dos baixos níveis de água no reservatório do Batatã.

“Por determinação do governador Flávio Dino, estamos perfurando seis poços na região central de São Luís, como forma de resolver os problemas de abastecimento de água, comprometidos pelo baixo nível do reservatório do Batatã. 

Fico feliz em saber que o poço do bairro de Fátima, com vazão prevista para 20 metros cúbicos, superou as expectativas e apresenta, nos testes realizados, o dobro da produção de água. Isso é muito bom para a população que enfrentava dificuldades no abastecimento”, disse Telles. 

Ele acrescentou que a ideia é continuar planejando ações para soluções definitivas, mas, em curtíssimo prazo, também trazer saídas rápidas para problemas históricos no abastecimento de água.

A moradora Lourdes, residente nas proximidades da Praça da Igreja Matriz, ficou muito satisfeita com a ação do governo do Estado em perfurar poços para melhorar o abastecimento de água. “A gente sofria com a falta de água antigamente. 

Era precário o nosso abastecimento, a gente passava três dias sem água e a conta vinha alta. Eu pensava em vender minha casa, mas o novo poço vai melhorar a situação de toda a comunidade do Bairro de Fátima. Teremos água todos os dias. Estou gostando da iniciativa do governador Flávio Dino”, disse a moradora.

Nos próximos dias, a Caema fará a instalação do conjunto motor-bomba e do quadro de comando elétrico. A previsão é de que esse poço perfurado no Bairro de Fátima entre em operação a partir do mês de abril.

Já está em andamento a obra de perfuração de um poço na Praça Catulo da Paixão Cearense, na Vila Passos, com 120 metros de profundidade e previsão de 20 metros cúbicos de água por hora. Serão perfurados mais quatro poços no Parque do Bom Menino; na área da Igreja da Conceição, no Monte Castelo; na Praça da Misericórdia, no Centro; e no Outeiro da Cruz, na área do reservatório da Caema. Até o mês de junho todos esses poços da região central da cidade estarão em operação.

BNC Cidade

16 de dezembro de 2014

Crise hídrica? A Sabesp vai muito bem, obrigado!

Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco
O que acontece com o Estado de São Paulo na questão da água é um exemplo do que pode acontecer em outros estados e cidades brasileiras, segundo dados recentes publicados pela ANA (Agência Nacional de Águas). Portanto, aprender e tirar lições deste episódio poderá ajudar gestores públicos e a sociedade a não repetir os erros que foram cometidos, e conviver melhor com uma situação que veio para ficar.

A crise hídrica, como ficou conhecida, não ocorreu por uma única causa, ou por um único erro cometido, nem tampouco pela falta de chuvas – mesmo considerando que esta seca é uma das piores dos últimos 84 anos. Na verdade foi um conjunto de fatores que levou a maior cidade brasileira, sua região metropolitana e várias cidades importantes do interior do Estado a sofrerem o desabastecimento de água.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), empresa que administra a coleta, o tratamento, a distribuição de água, e também o tratamento dos esgotos, é uma das maiores empresas de saneamento do mundo, e uma das mais preparadas do Brasil – com um corpo técnico altamente qualificado, e dispondo de uma boa infraestrutura. Assim pode-se afirmar sem dúvida que a causa principal de tamanha incompetência foi a sua administração voltada ao mercado, voltada ao lucro, que trata a água, um bem essencial à vida, como uma mera mercadoria.

Em 1994, a Sabesp se tornou uma empresa de capital misto, com a justificativa de que vendendo parte de suas ações conseguiria mais recursos financeiros para investir nos sistemas de abastecimento de água e de saneamento. Depois de 20 anos, o controle acionário se encontra nas mãos do Estado, que detém 50,3% das ações (metade negociada na BMF/ Bovespa, e a outra metade na Bolsa de NY), ficando os 49,7% restantes com investidores brasileiros (25,5%) e estrangeiros (24,2%).

A Sabesp é a empresa outorgada para utilizar e gerir o Sistema Alto Tietê, Guarapiranga e Cantareira, destinando em tempos normais 33 m³/s para Região Metropolitana de SP. Com a persistência da falta de chuvas e clima adverso, foi obrigada a reduzir pela metade a captação (pouco mais de 16 m³/s), apesar de fazê-lo tardiamente. Assim, o que era considerado um risco remoto tornou-se uma grande incerteza. A situação chegou a um ponto tal de dramaticidade que foi perdido o controle do sistema hídrico e, agora, além da captação do volume morto dos reservatórios, em curto prazo, a população fica na dependência das chuvas. 

Em 2012, em documento elaborado pela própria Sabesp para a Comissão de Valores dos EUA, era admitido que pudesse ocorrer diminuição das receitas da empresa, devido a condições climáticas adversas. Assim sendo seria obrigada a captar água de outras fontes para suprir a demanda de seus usuários. Portanto, se conhecia e se antevia uma situação que acabou acontecendo. Porém nada foi feito pela Sabesp para diminuir este risco previsível.

Por outro lado, a gestão da crise não visou resolver os problemas da população, mas sim apenas amenizar a responsabilidade da própria Sabesp, blindando o governo do Estado, cujo mandatário estava em plena campanha eleitoral para sua reeleição. Em nenhum momento a gestão da Sabesp ou o governo do Estado admitiram a gravidade da situação. Muito menos a necessidade do racionamento, da diminuição da vazão, sendo ainda negadas pelas autoridades paulistas as interrupções que se tornaram cada vez mais constantes no fornecimento da água. Por isso, o que mais abalou a credibilidade do governo foi a divulgação pela imprensa de uma gravação onde a presidente da Sabesp admitia que uma “orientação superior” impediu, durante a campanha eleitoral, que a empresa tornasse pública a real situação hídrica do Estado. 

Todavia, mesmo com a tragédia anunciada, penalizando a população, a empresa e seus acionistas vão muito bem. Basta acompanhar os lucros extraordinários nos relatórios de administração dos últimos anos, que geraram dividendos generosos para os acionistas da Sabesp, ao passo que o investimento necessário não acompanhou a mesma intensidade dos lucros obtidos pela empresa.

Esta situação por que passa a população paulista e paulistana poderá se estender a outras regiões do país nos próximos anos, caso persistam a má gestão, o desperdício e a devastação de nossas florestas. É um alerta à questão da privatização dos nossos bens naturais, em particular da gestão da água, do seu controle e distribuição. Daí a premente e essencial participação da sociedade nas políticas públicas para que a gestão das águas alcance resultados positivos, e não simplesmente siga a lógica da maximização dos lucros.

BNC Artigo

24 de novembro de 2014

Convivência com o semiárido é tema de discussão

São Luis - A ASA – Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), completa 15 anos, no próximo dia 26 de novembro e estará realizando atividades em defesa da água, alimento e cidadania, em todos os estados onde tem atuação. No Maranhão, um encontro de caráter estadual fará um resgate histórico das atividades da ASA e elegerá sua nova coordenação.

O encontro que acontecerá nos dias  24, 25 e 26 de novembro, no hotel Abbeville, em São Luis, tem como tema ASA - 15 ANOS Ampliando a Resistência, Fortalecendo a Convivência, irá discutir sobre a intervenção conjunta da ASA,  elaborar propostas com vistas, a  implantação de programas em políticas públicas para a convivência com o semiárido e o programa Um milhão de Cisternas(P1MC).

Consta da programação do Encontro ainda uma discussão sobre Educação Fiscal e o Controle Social do Estado (SEFAZ) e a uma exposição sobre a  Fundação, Trajetória, Princípios e Desafios da ASA, no Maranhão.

A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) é uma rede formada por mil organizações da sociedade civil  que atuam na gestão e no desenvolvimento de políticas de convivência com a região semiárida. 

Segundo dados oficiais do Ministério da Integração, o Semiárido brasileiro abrange uma área de 969.589,4 km² e compreende 1.133 municípios de nove estados do Brasil: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sere. A ASA atua em todos esses estados e também no Maranhão, estado que possui quase 50 municípios com características climáticas de semiárido.

BNC Cotidiano

9 de janeiro de 2014

A CRUELDADE DA FALTA DE ÁGUA


 Por Wagner Baldez
Como se não bastasse a carga de sacrifício imposta pela "governadora" às  donas de casa, no que diz respeito à falta de água nas torneiras, vem ela agora - movida por exacerbado sadismo - agravar a paciência de quem enfrenta tamanha dificuldade , vulnerando a resistência física dessas "guardiãs do lar".
Acontece que atualmente o indispensável  líquido aparece somente a partir das 24h, sendo interrompida já  às 07h30 da manhã e o abastecimento ocorrendo de três em três dias, inclusive em quantidade bastante exígua, que não chega sequer a alcançar a descarga e o chuveiro.
Em vista dessas anormalidades - mormente tratando-se do horário, obriga as donas de casa a permanecerem acordadas madrugada adentro, num trabalho cansativo de encher os vasilhames para acudir às necessidades prementes da casa. Ressaltamos que no início da vazão a água vem misturada com terra e permanentemente enlodaçada, o que comprova deixar de receber o tratamento requerido.
É por demais sabido que o consumo de água  se dá no período da manhã ao começo da noite. Portanto, tal medida, intempestivamente adotada, é totalmente fora de lógica. Se tal acontece, é simplesmente devido ao fato da gestora do EXECUTIVO ESTADUAL desconhecer as desastrosas implicações de tais situações.
Mas também, pudera!
"Quem passou a vida em brancas nuvens, e nunca sentiu frio da desgraça..." (Gonçalves Dias), como vem a ser o caso da mimada Roseana, jamais entenderá o que seja privação!
Basta sabermos que nas mansões do clã dos Sarneys só se usa água mineral. Isto certamente se dá devido a não confiarem na pureza da água da CAEMA...
Quanto ao referido órgão - coitado! - se acha na UTI, em fase terminal, aguardando apenas o resultado das eleições para que seja providenciada a venda da massa falida, ato incontinente em que receberá a extrema-unção.
Em alusão  ao reservatório do BATATÃ, o qual pretendem responsabilizar pela crise da falta de água, é um sórdido recurso para isentar a "governadora" de tão vergonhosa culpa; já que não dependemos dessa fonte para abastecer a cidade, mas sim do rio ITAPECURU, através do sistema ITALUIS.
Entretanto, ao invés de procederem à substituição da tubulação - há mais de uma década em completo estado de deterioração -, preferiram investir na contratação de ESCOLA DE SAMBA e cantores famosos, cujas apresentações desfalcarão mais uma vez os cofres públicos.
Para nós maranhenses restará apenas a dança macabra da falta d’água: o vai e vem dos vasilhames enlodaçados.
Como na fábula La Fontaine, em versão adulterada, a "governadora" parece querer nos dizer: "Cantaram? Agora dancem!!!"
(*) Wagner Baldez - Funcionário Público Aposentado, é membro da Comitê de Defesa da Ilha e fundador do Instituto Maria Aragão. Integra a Direção Estadual do PSOL/MA.

28 de dezembro de 2013

SAAE amplia rede de abastecimento de Paço do Lumiar

Com o objetivo de avaliar o funcionamento dos postos de abastecimento de água de Paço do Lumiar, técnicos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) vistoriaram na última semana, os reservatórios localizados nos conjuntos Maria Firmina e Vila do Povo.

A visita foi demandada pelos próprios moradores que, insatisfeitos com a prestação do serviço em suas respectivas comunidades, solicitaram a presença do Diretor da Autarquia, João Victor, para conversarem sobre a passagem da administração do Sistema. De acordo com Diretor, a população emanada pelo desejo de possuir água potável em suas residências e sem falhas na distribuição, procurou o Sistema no sentido de resolver o problema.

“Conversamos com os moradores do Maria Firmina, que decidiram que a partir de 2014, a administração do serviço será feita pelo SAAE. Já o poço da Vila do Povo, por ser privado, iremos elaborar alternativas para a melhoria do abastecimento”, disse. 

Atualmente, todos os 57 poços do SAAE estão em pleno funcionamento, além de três reservatórios que atendem a população. Com os serviços executados desde o início da gestão, moradores dos bairros, Pedrinhas, Mocajituba, Presidente Vargas que não tinham água nas torneiras, agora estão abastecidos regularmente com água potável.

A Sede de Paço do Lumiar terá a sua rede de abastecimento ampliada e será ativado um poço novo com reservatório que estão prontos, e os bairros Carlos Augusto, Lara Campos e Residencial Amaral de Matos, que não eram responsabilidade do SAAE, hoje são administrados pela Autarquia.  O Serviço planeja ações como a reativação da Estação de Tratamento de Esgoto da cidade, com a devida regularização da coleta e tratamento de resíduos sólidos.

BNC Paço

27 de dezembro de 2013

Prefeitura de Bacabeira inicia construção de poço no Povoado Vidél

Foto divulgação: Prefeito anuncia melhoria no abastecimento para comunidade de Vidél


                O povoado de Vidél, localizado há pouco mais de cinco quilômetros da sede do município de Bacabeira, será beneficiado com mais um poço artesiano para reforçar o abastecimento de água na comunidade. O reservatório, que possui 8 polegadas e 120 metros de profundidade, está sendo construído com recursos próprios do município e irá beneficiar aproximadamente 35 famílias que antes sofriam com o abastecimento realizado em forma de revezamento.


 “Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas este ano por nossa administração, nunca deixamos de atender aos anseios do povo de Bacabeira. Hoje, aqui em Vidél, fico feliz por estar anunciando a construção de mais um poço que deverá resolver em definitivo o abastecimento de água para a comunidade”, afirmou o prefeito.


                O trabalho de mapeamento da área já foi iniciado. Em seguida, serão realizados os serviços de perfuração e instalação do poço, que tem uma expectativa de vazão de 105 mil litros de água, considerado suficiente para abastecer de forma regular todas as moradias da região. As casas que possuem ligações inadequadas irão receber a visita de técnicos da prefeitura para que novos canos sejam instalados. O prazo de entrega da obra é de 30 dias.

BNC Notícias

9 de novembro de 2013

Falta d’água leva região Tocantina a usar caminhão pipa e lata d’água na cabeça para transportar água

Os constantes problemas no abastecimento de água na Região Tocantina foram um dos temas centrais dos debates do movimento Diálogos pelo Maranhão, neste sábado (09) ao percorrer as cidades de Imperatriz, Cidelândia, Vila Nova dos Martírios e São Pedro da Água Branca, contando com a participação de agricultores, pecuaristas, quebradeiras de coco, movimentos religiosos, lideranças políticas e populares, que discutiram saídas para os problemas maranhenses.

As deficiências no sistema de abastecimento de água, no entanto, surgiram como pauta principal nessas cidades. Flávio Dino, que recentemente colocou o tema como uma pauta de debate para os partidos e lideranças sociais o abastecimento de água na casa de todos os maranhenses, apontou como causa dessa deficiência a falta de investimentos em áreas prioritárias.

“O orçamento disponível para o governo do estado é de R$14 bilhões e os problemas em áreas como abastecimento de água e segurança devem ser vistos com atenção. Só que o governo do estado prevê um corte no orçamento dessas duas áreas, o orçamento da Caema será reduzido em R$ 23 milhõies e na área de Segurança Pública o governo pretende cortar mais R$ 178 milhões. Falta sensibilidade para enxergar o que é prioridade”, disse Flávio Dino.

O vereador Carlos Hermes (PCdoB), presidente da CPI da Caema instalada pela Câmara Municipal de Imperatriz, esclareceu que a comissão já percorreu vários bairros da cidade e pôde verificar in loco as deficiências no abastecimento de água para a população.

“A rotina das pessoas carregando latas d’água na cabeça e recorrendo a carros-pipa a preços elevadíssimos precisa ter um fim. E o mais grave é que com os recursos já existentes a Caema já está completamente sucateada e a população em prejuízo. Mesmo assim o governo pretende fazer um inexplicável corte no orçamento da companhia”, questionou o vereador.

O deputado estadual Carlinhos Amorim (PDT) também se pronunciou sobre o assunto, afirmando que os deputados de oposição estão lutando para que a proposta orçamentária seja revista. “A ausência de investimentos do governo do estado é notória e a população sente isso na pele. Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para ver um Maranhão desenvolvido, diferente, um Maranhão que traga qualidade de vida ao povo”, pontuou o deputado.

Rosângela Curado (PDT), liderança política da Região Tocantina, ressaltou que a sociedade precisa cobrar e reivindicar seus direitos básicos. “A sociedade precisa saber quais são as atribuições e cobrar de quem tem a responsabilidade por não haver água no Maranhão. Precisamos debater como o problema pode ser resolvido, o que precisa ser feito para melhorar de uma vez por todas o abastecimento da água em todo o estado”, disse Rosângela.

“Se for feito o corte dos abusos, da corrupção e da ineficiência é possível garantir aos maranhenses seus direitos básicos, inclusive o dá água que é fonte de vida. A construção de poços e de sistemas de abastecimento que melhorem a captação, reservação, tratamento e distribuição de água é o primeiro passo para que o símbolo básico da qualidade de vida chegue a todos”, explicou Flávio Dino.

Outras lideranças políticas também participaram do evento, tais como os deputados federais Simplício Araújo (SDD), Domingos Dutra (SDD) e Weverton Rocha (PDT), estaduais Marcelo Tavares (PSB), Carlinhos Amorim (PDT) e Raimundo Cutrim (PCdoB), além de dezenas de vereadores de todas as cidades visitadas.

BNC Maranhão

26 de setembro de 2013

Deputados criticam a Caema pelo agravamento da falta de água na capital e em municípios do MA

Atual7
Falta d’água provocada por colapso da Caema causa revolta em São Luís. Foto: Reprodução
Falta d’água provocada por colapso da Caema causa revolta em São Luís. Foto: Reprodução
Os deputados Zé Carlos (PT), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Eliziane Gama (PPS), Bira do Pindaré (PT) e Marcelo Tavares (PSB) criticaram a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), na manhã desta quarta-feira (25), em razão do agravamento do problema da falta de água em diversos bairros de São Luís e em cidades do interior do Estado. A informação é da Agência Assembleia.


O deputado Zé Carlos foi o primeiro orador a abordar o assunto na tribuna. Ele lembrou que, desde a década de 80, participa de discussões sobre a situação financeira da Caema. Para o deputado Zé Carlos, se o Governo do Estado não der um choque de gestão na Caema, o problema do abastecimento de água não será resolvido.

‘O governo pode buscar o melhor administrador para tratar a Caema que não vai dar jeito nesta situação, se não tivermos uma decisão política forte de trabalhar essa instituição. A deficiência clara, nítida, financeira principalmente, leva a uma prestação de serviço inadequada. Portanto, não vejo que se possa resolver a Caema aumentando as tarifas, a não ser que se faça uma reestruturação interna fortíssima, uma reengenharia nessa Companhia, que se faça um trabalho para redução de perdas e de otimização dos seus sistemas. Só assim a Caema poderá prestar um grande serviço’, declarou o deputado Zé Carlos.

O líder da Oposição, Rubens Júnior, disse que as deficiências do atendimento da Caema penalizam os habitantes da capital como também a população de praticamente todo o Estado do Maranhão.

‘O que me traz hoje a esta Tribuna é a onda de manifestação contra o péssimo serviço da Caema no Estado do Maranhão, e infelizmente esta é uma matéria que tem repercussão no Estado inteiro. Não é apenas em São Luís que a Caema destrata os consumidores maranhenses. Isto vale para o interior do Estado e teve seu ponto máximo nas manifestações nesta semana contra a falta de água no nosso Estado’, frisou Rubens Júnior.

Ele sugeriu que a Mesa Diretora convoque ou convide o diretor-presidente da Caema, João Reis Moreira Lima, para que ele preste à Assembleia Legislativa esclarecimentos sobre os problemas que estão afetando a Caema.

A deputada Eliziane Gama manifestou-se reforçando a proposta defendida pelo deputado Rubens Júnior: ‘Este é um assunto reiteradamente discutido nesta Casa e é um problema que parece insolucionável. E é insolucionável porque não há uma decisão real, uma decisão política para o investimento e a solução desse problema. Agrava-se a questão da água aqui na cidade de São Luís, diversos bairros passam três meses sem receber água e os moradores continuam pagando tarifas que chegam a suas residências’, discursou Eliziane Gama.

Todo dia sem água

O deputado Bira do Pindaré também protestou na tribuna, frisando que nesta semana aconteceu o caos em São Luís, em razão da falta de água. ‘Nós estamos na capital, em São Luís do Maranhão, e povo foi às ruas, mais uma vez, gritar pela falta da água nas torneiras. Estamos em pleno século XXI e, aqui no Maranhão, o povo continua carregando lata da água na cabeça. Essa é a realidade nua e crua’, enfatizou.

Bira do Pindaré responsabilizou o Governo do Estado pelo agravamento do problema da falta de água. ‘A Caema não presta o serviço que deveria, mas a culpa não é exclusividade de quem está gerindo a Caema. É sobretudo de quem governa o Estado, que não faz os investimentos que são devidos, para que a Caema possa funcionar como deveria’, enfatizou.

O deputado Marcelo Tavares observou que, há pouco tempo, foi veiculada nos meios de comunicação uma propaganda onde o governo anunciava que iria acabar com o racionamento de água.

‘O governo anunciou que ia acabar com aquela história de um dia com água e no outro dia sem água. E agora é todo dia sem água. Eles acabaram com o racionamento. O secretário de Saúde e a governadora Roseana até prometeram renunciar, se não resolvessem o problema de água. 

Prometeram que acabavam com o racionamento, esse negócio de água um dia sim, um dia não ia acabar. De fato, acabou. Agora é água todo dia não. A governadora Roseana Sarney disse que ia acabar com esse negócio de água um dia sim um dia não. Água é todo dia não, então realmente o racionamento acabou’, salientou Marcelo Tavares.

BNC Cidade