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30 de abril de 2015

Governo amplia parceria para divulgação de conteúdo da Rádio Timbira

Belém - Depois de iniciar uma ampla parceria com o sistema de rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o governo do Estado, por intermédio da gestão de radiodifusão da Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom), vem buscando ampliar sua rede de parceiros para divulgação de conteúdo produzido pela Rádio Timbira.

Para isso, o diretor da rádio, Darlan Andrade, participou, na terça-feira (28), em Belém, de uma série de reuniões com a direção da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa).

Para o diretor de rádio da fundação paraense, Beto Fares, essa parceria é fundamental para a região. “Essa troca de conteúdo, tende a levar para nosso público novos conhecimentos”, afirmou Fares.

A presidente da fundação, Adelaide Oliveira, ressaltou o quanto este tipo de aproximação fortalece a comunicação pública. Para ela é uma grata surpresa perceber que “o Maranhão, neste novo momento, pensa dessa forma, fazendo comunicação pública, dando voz à sociedade, divulgando a produção cultural da região, e no jornalismo mostrando as necessidades que a sociedade tem, enfim, buscando fazer uma verdadeira rádio pública”.

Além da busca de parcerias, Darlan Andrade foi conhecer o modelo de gestão adotado pelo sistema de comunicação paraense, já que o governador Flávio Dino pretende entregar à sociedade uma eficiente empresa de comunicação pública. “Trabalhar pela criação de um sistema público de comunicação que atenda as necessidades da sociedade, é uma das missões do governador Flávio Dino. Por isso, além de uma grande parceria na troca de conteúdo cultural e jornalístico, conheceremos, também, o modelo jurídico dos sistemas, para adotarmos o que há de melhor”, afirmou Darlan.

Os primeiros frutos desta parceria devem ser a troca de material jornalístico e a produção de interprogramas que destacam características culturais de cada estado. A produção deve ser exibida pela Cultura FM do Pará e pela Rádio Timbira AM.

BNC Comunicação

25 de abril de 2013

Povos indígenas ocupam SESAI de Belém para denunciar precariedade no atendimento à saúde

Cerca de 200 lideranças indígenas dos povos Tembé, Asurini do Trocará, Kayapó, Gavião e Kaapor ocuparam ontem, 22 de abril, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), pertencente ao Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (DSEI) Guatoc, em Belém, no Pará. As lideranças afirmam que se trata de uma ocupação pacífica que tem como principal objetivo denunciar a precariedade da gestão da saúde indígena e exigir a exoneração da atual gestora Daniela Cavalcante.
 
As comunidades denunciam que os pólos de saúde indígena têm diversas realidades: alguns não recebem medicamentos há sete meses, outros receberam durante poucos meses e há também outros que há anos não recebem nada. Outro grave problema é que há dois meses não há veículos para a retirada de pacientes das aldeias e para que o transporte das vacinas seja feito.
 
Segundo os indígenas, não há nenhum telefone para contato. Além disso, como a internet colocada nos pólos não funciona, eles não têm condições de repassar as informações exigidas por internet pelo próprio DSEI.
 
Eles afirmam que o Secretário Especial da Saúde Indígena, Antônio Alves, vem sendo avisado há meses de todos os problemas e precariedades da SESAI. No entanto, a situação não mudou. A nota à imprensa escrita pelas lideranças afirma que eles não são inimigos do Estado e que estão “apenas lutando por nossas conquistas e nossos direitos”.
 
As lideranças indígenas denunciam ainda que vêm sofrendo ameaças, chantagens e perseguições pelo fato de denunciar os problemas enfrentados pelas comunidades.
 
Segundo os indígenas, a situação é tão grave que o Ministério Público Federal já abriu inquérito para apurar as irregularidades.
 
O caos na saúde indígena é descrito pelas lideranças como resultado da falta de um processo democrático e participativo em que a indicação de pessoas para a ocupação de cargos na saúde não prioriza a afinidade com a causa indígena, o conhecimento cultural desses povos e, sobretudo, o respeito aos direitos indígenas.
 
BNC Norte