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9 de janeiro de 2015

CBF decide que gol fora de casa não será critério de desempate na final da Copa do Brasil 2015

Rio de Janeiro - A CBF divulgou, nesta sexta-feira, o regulamento da Copa do Brasil de 2015. Duas mudanças marcam a competição da atual temporada. A principal delas diz respeito aos critérios de desempate para a decisão do torneio. A final da edição deste ano não terá mais o saldo de gols qualificado, ou seja, os gols marcados fora de casa não serão mais decisivos para os dois confrontos finais. A outra modificação está nas quartas de final, que em 2015, a exemplo das oitavas de final, também será definida por sorteio. 

O saldo qualificativo foi decisivo em cinco decisões de Copa do Brasil. Os títulos do Criciúma, em 1991, Inter, em 1992, Grêmio, em 1997, Sport, em 2008, e Vasco, em 2011, foram definidos com os gols marcados fora de casa. A partir de 2015, o item não será mais essencial para a final. Para as demais fases, segue como critério de desempate, com exceção dos confrontos entre duas equipes da mesma cidade que mandem seus jogos no mesmo estádio. Como nas edições anteriores, nas duas primeiras fases, os clubes visitantes que vencerem os jogos de ida por dois ou mais gols de diferença eliminam as partidas de volta. 


Para a definição das oitavas de final, a CBF dividirá os 16 clubes em dois blocos. O bloco A contará com as cinco equipes que disputarão a Libertadores mais o Fluminense, time que ficou mais bem posicionado no Brasileirão do ano passado sem serem considerados os classificados para a competição continental. Os outros dois clubes serão os de melhor ranking dentre os que obtiveram a vaga nas fases anteriores da Copa do Brasil. O bloco B contará com as demais oito equipes. Para as quartas de final, a CBF não dividirá os classificados. Cada clube poderá enfrentar qualquer um dos demais sete classificados na fase. 


A Copa do Brasil se inicia no dia 8 de fevereiro, com o confronto prévio entre Atlético-AC e Real Noroeste, para decidir quem enfrenta o Criciúma na primeira fase. A tabela detalhada com as datas e horários dos demais jogos ainda não foi divulgada. 


Fonte: GloboEsporte.com 
BNC Futebol

20 de dezembro de 2014

CBF criará fair play financeiro para os clubes e divulgará nos regulamentos

 Globoesporte.com

Rio de Janeiro - A CBF anunciou nesta sexta-feira em seu site oficial a criação do fair play financeiro, que dará responsabilidades aos clubes e punições para aqueles que não cumprirem as regras estabelecidas pelos documentos.

De acordo com o artigo 105 do Regulamento Geral de Competições (RGC) da entidade, divulgado no dia 5 de dezembro e atualizado nesta sexta-feira, o Fair Play será publicado com suas normas nos regulamentos específicos das competições ou então em resoluções da presidência. Confira a íntegra do artigo.

Fair Play financeiro CBF (Foto: Reprodução / Regulamento Geral de Competições da CBF)

28 de janeiro de 2014

CBF divulgará tabela do Brasileiro 2014 sem a Portuguesa, afirma jornalista

Rio de Janeiro - A tabela da primeira divisão do Campeonato Brasileiro de 2014 deverá ser divulgada sem a Portuguesa, afirmou o jornalista André Rizek, no "Redação SporTV". Segundo o apresentador, a Confederação Brasileira de Futebol trabalha no momento com um torneio de 20 clubes, sem a Lusa e com a permanência do Fluminense na elite. Rizek destacou, no entanto, que ainda é um mistério o formato que, de fato, será disputado este ano, em função das ações na Justiça impetradas por torcedores.
- No mês que vem, a CBF já tem que divulgar a tabela do Campeonato Brasileiro. São 60 dias de antecedência. Acontece que mais um torcedor da Portuguesa conseguiu uma liminar obrigando a inclusão do clube na primeira divisão. A liminar pode ser cassada, mas podem surgir outras na véspera do campeonato. A guerra de liminar pode correr solta. O Flamengo foi até a Corte Arbitral na Suiça, que é a última instância, e o caso pode demorar até dois anos para ser julgado. A gente tem informação de que a tabela vai ser divulgada na semana que vem sem a Portuguesa. Aguardamos para ver os desdobramentos - disse.

Um novo ingrediente foi adicionado ao polêmico "Caso Heverton" após o procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, Roberto Senise, revelar que existem suspeitas de que funcionários da Lusa teriam sido pagos para garantir a escalação do meia.

O comentarista Lédio Carmona disse torcer para que os indícios do MP não se comprovem. Segundo ele, significaria a revelação do maior esquema de corrupção do esporte no Brasil.

- Se um dia se transformar em realidade essa suspeita, será o maior escândalo da história do futebol brasileiro. Envolve várias frentes, corrupto e corruptor, tribunal, clubes. É uma coisa sem tamanho, torço para que seja uma suspeita infundada - afirmou.

A Lusa, punida com a perda de quatro pontos pelo STJD por ter escalado Heverton diante do Grêmio, no dia 8 de dezembro, sofreu o descenso após a penalização. O clube busca provar que não sabia que o jogador havia sido punido com suspensão pelo tribunal antes de entrar em campo.

Fonte: GloboEsporte.com 
BNC Futebol

3 de janeiro de 2014

CBF já estuda Brasileiro com 24 times e fases finais em mata-mata para 2014

A iminente chuva de ações na Justiça comum de torcedores  da Portuguesa contra o rebaixamento do time, decretado nos tribunais esportivos, já ligou o alerta da CBF. E existe um estudo para viabilizar o Brasileirão de 2014 com novo tamanho e formato.
O presidente da CBF, José Maria Marin, conversou nos últimos dias com Marco Polo Del Nero, seu vice, sobre a possibilidade de a edição deste ano contar com 24 clubes, incluindo Lusa, Vasco, Ponte e Náutico, que caíram.

Até a Globo já entrou na conversa e deu seu pitaco: a emissora que paga os direitos de transmissão do Brasileirão quer a volta da fórmula do mata-mata – os índices de audiência do campeonato desde a introdução dos pontos corridos, em 2003, despencam ano após ano.

Em cima disso, a CBF cogita organizar um torneio com dois grupos de 12 times, cada. Eles se enfrentariam em turno e returno, apenas contra adversários de sua chave. Os quatro primeiros colocados de cada grupo passariam às quartas de final, quando começaria o mata-mata.

Existe importante vantagem prática em um eventual Brasileirão desta maneira: ele só teria 28 datas, dez a menos do que o modelo de 2013. E o futebol nacional vive problema sério de calendário, principalmente pela realização da Copa do Mundo, que vai abocanhar quase dois meses do ano.

Política - Por trás de uma eventual virada de mesa, também há um cunho político. Em abril, ocorre a eleição para a presidência da CBF e apenas os presidentes de clubes da Série A têm direito a voto. Com a inclusão de Lusa, Vasco, Ponte e Náutico, Marco Polo, candidato da situação, pode garantir mais quatro votos.

Além dos times, têm direito a voto os presidentes das 27 federações de futebol do país. Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, será o candidato da oposição.

Fonte: Blog do Jorge Nicola - IG

1 de janeiro de 2014

Bom Senso eleva o tom contra CBF e ameaça até greve durante os estaduais

São Paulo - A folha do calendário vai virar. Mas 2014 não vai trazer as mudanças esperadas pelos jogadores brasileiros. A próxima temporada promete ser de atritos ainda mais intensos entre o Bom Senso FC, grupo formado por mais de mil atletas profissionais, e a CBF. Se o presidente José Maria Marin não se mostrar atento ao movimento, uma greve geral pode ser convocada.

“Existe sim a possibilidade de greve. Já no início do ano, já nos estaduais”, garante Paulo César, veterano lateral que integra o núcleo mais ativo do Bom Senso.


Tal medida drástica quase se concretizou na última rodada do Campeonato Brasileiro, mas foi abortada pelas grandes consequências, entre elas prejudicar mais ainda as férias e a pré-temporada, já tão afetadas pela Copa do Mundo do ano que vem.


Em carta recente, o grupo elevou o tom das críticas à CBF e utilizou de ironia para falar das propostas apresentadas em Marin, em resposta às reivindicações. Em vez de limitar a quantidade de jogos por ano por clube e tratar do fair play financeiro, a nota ataca a decisão de impor um número máximo de partidas apenas aos jogadores individualmente.


Se os cartolas não se mostraram ativamente interessados em discutir mudanças concretas e um calendário adequado para 2015, o Bom Senso vai intesificar suas ações.


“Temos algumas ideias, paradas, manifestações mais fortes. Mas temos que sentar com todos em janeiro e decidir (os próximos passos)”, revela Paulo César.


Para o movimento, a um grande responsável pelo impasse que pode resultar numa ampla paralisação.


“O que estamos fazendo (com a carta) é responsabilizar o Marin. Precisamos ver como ele vai reagir. Ele não reconhece a dimensão do movimento. Mas ele vai reconhecer”, alerta o lateral, que defendeu o Audax de São Paulo este ano.


Ano que vem haverá eleição na CBF, antecipada para abril para evitar influência da Copa do Mundo, e os jogadores acusam Marin de “empurrar o problema com a barriga” para evitar desgaste.


“Em termos práticos, conseguimos muito pouco, quase nada (em 2013). Mas o movimento continuar e se todos não agirem, chegaremos a uma greve”, diz Paulo César.

Decisão no tapetão alimenta novas críticas


O triste fim do Campeonato Brasileiro, decidido no tapetão depois que os jogadores suaram ao longo de 380 jogos, alimentou a insatisfação do Bom Senso. Para o grupo de atletas que clama por maior profissionalismo no futebol, o desfecho da competição — com o rebaixamento da Portuguesa decretado pelo STJD pela escalação irregular de Héverton — é reflexo da incompetente gestão de Marin.


— É a CBF que organiza o campeonato. Se houvesse uma estrutura melhor, não ocorreria esse problema (escalação de jogador irregular). Tem julgamento sexta à noite, e aí alguém não avisa a punição para alguém. É inadmissível uma coisa dessas no Brasil — critica Paulo César.


Apesar disso, o Bom Senso não vai se manifestar especificamente sobre o assunto. O movimento tem atletas de todos os clubes e não seria possível tomar partido.


— Ficamos tristes pelos jogadores da Portuguesa, mas não temos como mudar uma decisão do tribunal. Precisamos é bater na desorganização — diz o lateral.


Fonte: Extra Online 
BNC Futebol

28 de novembro de 2013

CBF DIVULGA NOTA OFICIAL COM RELAÇÃO A REIVINDICAÇÕES DE JOGADORES

Nota oficial

Diante das recentes manifestações dos atletas de futebol profissional, ocorridas em partidas do Campeonato Brasileiro, a CBF sente-se no dever de prestar os esclarecimentos que se seguem.

Há algum tempo a CBF vem estudando medidas destinadas a solucionar as dificuldades enfrentadas pelos clubes filiados, principalmente no seu relacionamento com os atletas, importantes atores na prática desportiva.

Já nos primeiros meses da nova administração, no ano de 2012, a CBF investiu 25 milhões de reais para dar suporte a 40 equipes da Série D e mais 15 milhões de reais para a Série C, perfazendo o montante de 40 milhões de reais, aplicados às duas Séries C e D, garantindo a esses clubes, às voltas com sérios problemas financeiros, prestes a paralisar suas atividades e as da competição que disputavam, o pagamento de viagens e hospedagem, o custo de arbitragens e até de material esportivo, como bolas para os jogos.

Em concurso com a Rede Globo, cuidou a CBF, mediante aporte financeiro, de viabilizar as séries C e D, que sem tal amparo não poderiam se desenvolver.

Compreenda-se que tais medidas, ampliando o mercado de trabalho, beneficiaram diretamente os atletas profissionais. Também resulta em proveito para esses atletas a realização da Série A, coordenada pela CBF, em combinação com a Rede Globo, patrocinadora oficial dos 20 clubes participantes, mas sem que advenha qualquer proveito financeiro para esta entidade, muito embora lhe caiba arcar com considerável custo financeiro na promoção do certame.

Está, claro, então, que a CBF despende quantias importantes para manutenção das competições nacionais, sem nada receber dos clubes, empregadores dos atletas.

Consciente de seu papel na organização esportiva do País, a CBF coordena e incentiva competições nacionais nas categorias sub-20, sub-17 e sub-15, assim como administra as Copas do Nordeste e se prepara para coordenar a futura Copa Verde, importantes ferramentas de integração nacional. Nesse sentido, a CBF fez também vultoso aporte financeiro nas competições de futebol feminino.

A CBF, é preciso que se destaque, não deixa dinheiro em caixa; eventual superávit é distribuído às Federações, para que possam satisfazer seus encargos, tanto as mais ricas como aquelas que lutam para sobreviver nos mais remotos rincões.

Cumpre destacar, no momento, que essa atuação da CBF enseja que centenas de jogadores, principalmente os que integram os times dos clubes menos afortunados, tenham emprego remunerado garantido por toda a temporada e possam desenvolver-se em busca de melhores posições na carreira.

A CBF tomou conhecimento de propalada manifestação de atletas profissionais, que buscariam:

1. férias de 30 dias - decorrendo de norma legal, sempre foram concedidas;

2. temporada de 30 dias para preparação física – medida que já foi objeto de discussão por clubes, entidades de classe e os próprios atletas, sendo aprovada por todos.

3. redução do número de jogos por atletas/clube – é assunto submetido à Comissão de Clubes para encaminhamento aos Conselhos Técnicos dos Clubes, aos quais cabe, com exclusividade, resolver a questão. Não se deve esquecer que a redução acarretará perda de receita, impondo acurado estudo, pelos Clubes, que serão direta e pesadamente atingidos; a CBF sugere que se limite o número máximo de partidas em 65.

4. “fair play” financeiro – a medida deu bons resultados na Federação Paulista, mas requer aperfeiçoamento para implantação em âmbito nacional. Depende, ademais, do equacionamento das dívidas dos Clubes (matéria que a CBF e os Clubes trabalham arduamente perante o Governo Federal e o Congresso Nacional em busca de viabilização do pagamento de tais dívidas e não sua remissão, ao contrário do que apregoam alguns órgãos de imprensa). A CBF se dispõe a somar esforços, inclusive com os jogadores, no sentido de aperfeiçoar os dispositivos legais em torno do assunto.

5. Representação dos atletas participando dos Conselhos Técnicos - isso já ocorre de forma extraoficial com o Sindicato dos Atletas, mas poderá ser oficializado. Para tanto, faz-se necessária a aprovação pela Assembleia Geral da CBF ou em reunião dos clubes.

A CBF lembra também que mesmo com encerramento da atual temporada haverá tempo suficiente para aprofundamento das discussões com os atletas.

Por tais razões, a disposição da CBF é de ouvir a todos, incluindo os atletas, com os quais busca manter permanente diálogo, mediante contatos pessoais, como os que se desenrolaram nas ocasiões em que seus representantes se reuniram com os da CBF, todos empenhados, sensatamente, na busca do equilíbrio, que trará benefícios para o esporte, alvo de todos.

Estamos certos de que a prudência e sensatez haverão de prevalecer, para grandeza do futebol brasileiro.

Fonte: CBF
BNC Futebol