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3 de setembro de 2013

Morre o Diácono José Henrique Lima Borges durante acidente na BR 381 em Lavras

Faleceu ontem na cidade de Lavras um jovem religioso da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, Diácono José Henrique Lima Borges (foto), de 39 anos de idade.

O carro em que ele viajava teve uma falha mecânica na Rodovia Fernão Dias, já próximo a Lavras, para onde se dirigia e ficou desgovernado. José Henrique foi arremessado para fora do carro e teve hemorragia interna sofrendo algumas paradas cardio-respiratórias.

O atendimento foi muito rápido e tentou por quatro horas reanimá-lo, porém ele não resistiu e veio a falecer por volta das 19 horas de ontem. Os outros ocupantes do carro tiveram ferimentos leves e estão fora de perigo.

José Henrique era um dos quase 70 religiosos dehonianos que se dirigiam à cidade de Lavras onde aconteceria a 2ª Assembleia Provincial deste ano que iria decidir sobre vários projetos de nossa vida interna.

Diácono José Henrique preparava para ser ordenado sacerdote dentro de poucos meses no Maranhão, sua terra natal. Completaria 40 anos no dia 20 de setembro e seria ordenado em São Luís no dia 20 de dezembro.

Com 39 anos de idade ele se preparava para ser ordenado sacerdote dentro de poucos meses no Maranhão, sua terra natal. Completaria 40 anos no dia 20 de setembro e seria ordenado em São Luís no dia 20 de dezembro. Estudava o quarto ano de teologia na Faculdade Dehoniana, em Taubaté e era um membro da comunidade religiosa do “Conventinho”.

O corpo foi velado na manhã de hoje no Recanto Sagrado Coração de Jesus da Paróquia de Sant’Ana em Lavras, onde estão os religiosos que vieram para a Assembléia. Em seguida o corpo segue para Taubaté, onde está prevista outra missa de corpo presente às 17h.

O corpo será transladado para São Luís, no Maranhão, onde acontecerá o sepultamento no Cemitério do Vinhais (Parque da Saudade). O horário do sepultamento ainda depende da definição das possibilidades de translado aéreo.

BNC Religião

30 de abril de 2013

Fiéis se dizem desiludidos com excomunhão de padre em Bauru (SP)

Fiéis que se dizem desiludidos com a Igreja e noivas "perdidas" lamentaram nesta terça-feira (30) em Bauru (SP) a excomunhão de padre Beto, 48, punido após dar declarações de apoio a homossexuais.

A aposentada Maria Cristina Cervantes de Queiroz, 53, que afirma ter sido "resgatada" pelo ex-padre, agora diz que é uma ex-católica e que não irá mais às missas. "Não posso mais fazer parte. Não gosto de hipocrisia, mentira. O sentimento que sobrou foi de vergonha." 

A pipoqueira Maria Inês Faneco, 52, que é homossexual, diz que sempre se sentiu acolhida e "tratada com igualdade" pelo religioso. "Para mim Igreja Católica acabou. Eu só ia por causa dele. O padre Beto não fazia aquelas missas cansativas." 

Uma noiva de 34 anos que pediu anonimato diz que está "meio perdida" e que não sabe o que fazer com o casamento, que seria celebrado em dez dias pelo padre. Na mesma cerimônia, ela iria batizar o filho. 

Outra noiva que não quis divulgar o nome foi aluna de Beto na faculdade de direito e diz que a cerimônia, marcada para outubro, "perdeu um pouco do sentido". 

A Diocese de Bauru divulgou um comunicado em que o padre nomeado juiz instrutor do processo de excomunhão nega que a punição decorra das declarações em favor dos gays. 

A excomunhão, segundo o juiz, veio porque Beto "se negou categoricamente a cumprir o que prometera em sua ordenação sacerdotal: fidelidade ao Magistério da Igreja e obediência aos seus legítimos pastores", afirma o juiz. 

Questionado sobre a decisão da excomunhão, o padre se disse "honrado em pertencer à lista de muitas pessoas humanas que foram assassinadas e queimadas vivas por pensarem e buscarem o conhecimento". 

Sem a batina, o religioso já ensaia seus próximos passos: dar aulas e palestras, escrever livros e artigos, comandar programas de rádio e seguir a carreira política. "Vou pensar se aparecer um convite." 

Filho de pais católicos, o ex-padre diz que se aproximou da religião por causa da admiração a católicos progressistas como dom Paulo Evaristo Arns (SP), dom Mauro Morelli (RJ) e dom Pedro Casaldáliga (MT). "Eles falavam, e o país parava", afirma. 

Depois de ser ordenado, aos 33 anos, ele foi para a Alemanha estudar teologia, onde também concluiu o doutorado em ética. "Lá encontrei liberdade para refletir e questionar. A liberdade de pensamento na Alemanha é grande", afirma. 

O ex-padre também é formado em história e direito. Fez ainda curso de radialismo. Tem paixão por livros e cinema. Seus artigos para jornais são justamente baseados em filmes que assiste. 

Fonte: Folha de São Paulo
BNC Religião