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20 de maio de 2014

Prefeitura encaminha vítimas de chuvas a novos endereços pelo Aluguel Social




Famílias que estavam temporariamente alojadas na U.E.B. Santa Clara foram direcionadas pela Prefeitura para o Aluguel Social


São Luis - Desde a última sexta-feira (16), a Prefeitura de São Luís trabalha na mudança das vítimas das chuvas para novas casas, a partir do benefício do Aluguel Social, executado pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). Neste domingo (18), mais 14 famílias residentes da Área 4 da Vila Apaco, que estavam abrigadas na Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Santa Clara, foram para os novos endereços.

A ação integra o Plano de Contingência, determinado pelo prefeito Edivaldo para prestar suporte às vítimas das chuvas e minimizar os danos causados pelo fenômeno natural.

“O prefeito Edivaldo garantiu os recursos para que as famílias tenham acesso ao programa de aluguel social e, até o final da próxima semana, devemos realizar a mudança de todas elas”, destacou a superintendente de Proteção Social Básica da Semcas, Francimélia Marques. As famílias cadastradas no Aluguel Social já integram o grupo prioritário do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.

As famílias que estão em abrigos comunitários têm precedência para a mudança. Atualmente, São Luís tem 71 famílias desabrigadas ou desalojadas. Destas, 62 já foram incluídas no Aluguel Social e receberam todas as instruções da Semcas sobre o funcionamento do programa.

Moradora da área 4 da Vila Apaco, Érica Vanessa tem três filhos e é dona de casa. Ela destacou a assistência prestada pela Prefeitura às famílias que estavam no abrigo e apresentou esperança diante da mudança. “Agora estamos mais tranquilos, porque fomos beneficiados pelo Aluguel Social e vamos para um local seguro. Apesar de todas as dificuldades, nesses dias que passamos aqui, fomos bem cuidados.

Tivemos assistência e orientação constante do CRAS [Centro de Referência de Assistência Social], da Defesa Civil e recebemos atendimento médico, consulta e remédios”, destaca Érica.

A família de Raimunda Nonata, moradora da Vila Apaco, também estava abrigada na U.E.B. Santa Clara e esperava pela mudança. Dona Raimunda teve a casa onde morava com o esposo e os dois filhos destruída pelo temporal do dia 10 de maio. “Estamos felizes em estar indo para um local mais confortável”, comenta, aliviada, a dona de casa.

O auxílio às famílias atingidas foi iniciado ainda no sábado (10), com a ação conjunta de várias secretarias municipais. Ao longo da semana passada, as vítimas das chuvas receberam colchonetes, cestas básicas, lençóis, água mineral, fraldas, atendimento médico, remédios e orientação através do CRAS da Cidade Operária.

Todo trabalho integra o plano emergencial da Prefeitura por meio de mobilização de uma força tarefa de resposta aos desastres. A ação do domingo foi realizada pelas secretarias municipais de Segurança com Cidadania (Semusc), Obras e Serviços Públicos (Semosp), Criança e Assistência Social (Semcas) e Urbanismo e Habitação (Semurh), através da Blitz Urbana.

Também compuseram a mobilização durante a semana a Secretaria de Saúde (Semus) e a Secretaria de Segurança Alimentar (Semsa), com consultas e distribuição de medicamentos e entrega de cestas básicas, respectivamente. A Secretaria de Obras e Serviços Públicos intensificou os serviços de drenagem, limpeza e retirada de material assoreado nas áreas afetadas pelas chuvas.

A Semusc, por meio da Defesa Civil, mantém o trabalho de monitoramento das 66 áreas de risco na capital e já desenvolvia preventivamente ações de sensibilização das comunidades que habitam as regiões.

Foto: Fabrício Cunha
BNC Cidade

2 de dezembro de 2013

Exposição sexual na internet se alastra e causa vítimas


Por Cida Alves

O “revenge porn” –vingança pornô, em inglês–, prática até então conhecida dos brasileiros por notícias de países como Estados Unidos, chegou de vez ao Brasil. E já pode ter feito vítimas.

Vídeos e fotos sensuais gravados na intimidade do casal são compartilhados na internet para causar humilhação pública a uma das partes. Assim, as vítimas são expostas ao linchamento moral dentro e fora das redes, e os agressores ficam preservados pelo anonimato virtual.

Pesquisa ainda inédita da ONG Safernet, realizada com quase 3.000 pessoas de 9 a 23 anos, mostra que 20% já receberam textos ou imagens eróticas de amigos e conhecidos e 6% já repassaram esse tipo de conteúdo –a maioria o fez mais de cinco vezes.

Uma vez que ocorre o vazamento desse conteúdo, é quase impossível parar sua propagação, diz o presidente da Safernet Brasil, Thiago Tavares.

“Quando cai na rede é impossível controlar. Há sites que são especializados em divulgar esse tipo de conteúdo. Em minutos, milhares de pessoas têm acesso, salvam e compartilham”, explica.

O “revenge porn” é um desdobramento de uma prática muito comum entre adolescentes e que também tem origem nos Estados Unidos –o “sexting”. A troca de conteúdo erótico por celular ou na internet tem como principais vítimas mulheres jovens.

VÍTIMAS
A polícia ainda investiga quem vazou as imagens de duas meninas que se suicidaram recentemente após serem expostas na internet.

Giana Fabi, 16, de Veranópolis (RS), teve uma foto sua seminua, tirada por um amigo, compartilhada nas redes sociais. Júlia dos Santos,17, de Parnaíba (PI), apareceu em um vídeo de sexo com outro casal que foi compartilhado pelo aplicativo Whatsapp.

Não demorou para o conteúdo estar em sites especializados em divulgar vídeos íntimos que caíram na rede.

Um deles, brasileiro, anunciava o vídeo de Júlia no Twitter até o dia 14 de novembro. Após as notícias do suicídio da garota, foi retirado.

Mas já era tarde. A gravação ainda é encontrada na maior plataforma de vídeos eróticos caseiros do mundo, que figura entre os 20 sites mais acessados do país. Assim, o “revenge porn” acaba contribuindo para outro crime: a pornografia infantil.

Na 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia de São Paulo, um em cada sete casos investigados envolvem a divulgação de fotos e vídeos de adolescentes nas redes sociais.

Colaborou RAFAEL CAPANEMA, de São Paulo
BNC Cotidiano