Graças ao aval do Ministério da Fazenda, os governos estaduais têm
tomado volume inédito de empréstimos no exterior, a despeito de
obstáculos legais ao aumento do endividamento público.
Com o impulso de interesses políticos e econômicos na expansão das obras
públicas, a dívida externa estadual teve um salto de mais de 50% em
apenas um ano.
O montante passou de US$ 12,5 bilhões, em abril do ano passado, para US$
19 bilhões no mês retrasado. Medida em moeda nacional, a dívida, que
não chegava a R$ 20 bilhões no início do governo Dilma Rousseff, hoje se
aproxima dos R$ 40 bilhões.
Trata-se do maior ritmo de alta desde o final dos anos 90, quando um
colapso das finanças estaduais levou à criação da Lei de
Responsabilidade Fiscal e ao monitoramento das operações de crédito pelo
Tesouro Nacional.
A atual safra de governadores desfruta de uma liberalidade para o endividamento impensável nas quatro administrações anteriores.
Reação à paralisia econômica do país, o estímulo federal ao investimento
desencadeou uma corrida suprapartidária por dólares e projetos de
infraestrutura --que tende a ficar mais intensa com a aproximação das
eleições do próximo ano.
BNC Economia