Ao prestar seu depoimento na CPI do Bom Peixe na Câmara
Municipal de São Luís, na manhã desta sexta-feira, (14), a ex-gestora da Semapa
(Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento), Eliana Bezerra, indagada
se houve mau uso de recursos públicos na operacionalização do Programa Bom
Peixe, respondeu não acreditar, mas admite falhas, citando que o retorno
previsto seria de até 80% e que parte do arrecadado foi aplicado em logística,
o que não estava previsto. Outra falha ela cita o caminhão cedido pelo governo
federal, que não foi incorporado ao patrimônio da Semapa, causando o aluguel de
outros veículos, além de pagamento de prestadores de serviço, como peixeiros e eletricistas,
que poderiam ser disponibilizados pela própria secretaria.
A declaração da depoente foi do agrado do vereador Francisco
Carvalho (PSL), relator da CPI se manifestou falando que “é com muita satisfação
que escuto a senhora admitir que houveram falhas na execução do Programa Bom
Peixe, porque até agora nenhuma das testemunhas que por aqui passaram sempre
falavam da inexistência de falhas”. Já questionada se tinha conhecimento sobre
desvios no programa, ela disse que “não sei nada sobre desvios”, Mas instada se
poderia desconfiar desse tipo de prática afirmou laconicamente:”é claro”.
Sempre deixando bem claro que exerceu o cargo de secretária
adjunta da Aemapa, nas gestões de Júlio França e Edimilson Lindoso, e que
assumiu a titularidade da pasta por dois anos e doze dias, Eliana Bezerra enfatizou
se soubesse que a Semapa estava na situação que encontrou não teria aceitado o
convite. Dando um exemplo da precariedade da secretaria, ela falou que “quando
assumi a situação era bastante precária”, e enfatizou o inúmeros débitos com fornecedores,
além de observar que “uma das coisas que me causou grande surpresa foi o gasto
com combustível, que variava entre R$ 25 e 30 mil, e encontrei gasto de R$ 70
mil”.
“A única nota fiscal que existe é a do empenho global do
programa”. A afirmação Eliana Bezerra foi em fática ao ser instada sobre como
era feito o sistema de aquisição do pescado. Continuando, ela acrescentou que a
entrega era feita acompanhada de nota de entrega, que sempre era assinada pelo
funcionário Aurélio Ribeiro Oliveira, “e quando ele não ia tinha dois
funcionários da Semapa que sempre o acompanhavam”. A declaração da ex-gestora
da Semapa serviu para por fim a ao imbróglio criado por Aurélio Oliveira e
Lourival Santos, proprietário da Pacific, sobre a existência ou não de notas.
Quanto a doação de sobras do pescado não comercializado, a
ex-secretara, assegurou que houve pouca sobra, e também falou que por algumas
vezes o que sobrou o secretário Júlio França colocou para ser vendido a
servidores da Semapa. Desfazendo as argumentações de que o excedente não
comercializado nunca teria sido devolvido à Pacific, feitas por Aurélio
Oliveira e Lourival Santos, ela afirmou categoricamente que a empresa recebia a
sobra.
Eliana Bezerra também questionou o relatório da CGM
(Controladoria Geral do Município), e entre suas argumentações cita uma licitação
de R$ 1 milhão 688 mil que não consta na peça da CGM, bem como o pagamento de R$
450 mil, entre outros pontos. Diante daquilo que fez exposição, Na sua análise,
ela diz que o tempo de oito dias usado pela CGM para emitir seu relatório foi
muito exíguo, e merece ser discutido.
Comparecimento
- Compareceram a CPI os membros da comissão, vereadores Pedro Lucas
(PTB),
Fancisco Carvalho (PSL), Francisco Chaguinhas (PRP), Estevão
Aragão (PPS), Edmilson Jansen (PTC) e Rose Sales (PCdoB). Também
estiveram presentes os vereadores Ivaldo R0drigues (PDT), Nato (PRP),
Honorato Fernandes (PT), Astro de Ogum (PMN), Marquinho (PRB), Fábio
Câmara (PMDB), Pavão Filho (PDT) e Ricardo Diniz (PHS).
BNC Parlamento Municipal
BNC Parlamento Municipal
ta na hora de chamar para depor o coordenador administrativo da semapa, quem fez e faz todos os processos é ele, ele é o cara.pra um coordenador ter um carro de 70 mil é complicado não acham,estão chamando todo mundo menos o bam,bam,bam.
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