16 de junho de 2013

Dúvidas em depoimentos na CPI do Bom Peixe podem levar a acareação

Durante a realização do seu segundo dia para a realização de oitivas, nesta quinta-feira, (13), quando já ficaram configuradas algumas dúvidas em depoimentos de algumas testemunhas, começou a ser ventilada a ocorrência de acareações entre os autores das declarações duvidosas. As principais dúvidas que levantaram a hipótese de fazer acareação foram centradas nos depoimentos de Aurélio Ribeiro Oliveira (elaborador do projeto técnico do Programa Bom Peixe e administrador e servidor da Semapa), prestado na última sexta-feira, (07), e de Lourival Silva Santos, sócio proprietário da empresa Pacific, que se apresentou nesta quinta-feira.    

Enquanto o funcionário da Semapa declarou que eram adquiridos em média 500 Kg de pescado para cada evento do Programa Bom Peixe, o proprietário da Pacific disse que fornecia #.500 Kg do produto. Outra dúvida apresentada prende-se a ser checado quem tem crédito com quem. Aurélio Oliveira falou no seu depoimento que a prefeitura tem R$ 440 mil para receber de mercadoria do fornecedor, e Lourival Santos afirma que é a prefeitura quem ainda lhe deve R$ 933 mil.

Diante da evidência dessas duas dúvidas entre outros assuntos debatidos foi que surgiu a possibilidade da realização de uma acareação com as duas testemunhas, defendida pela maioria dos vereadores presentes, o que será levado para uma discussão interna entre os membros da CPI, que irá acontecer na próxima segunda-feira. 

“Nós temos que agir com equilíbrio e sensatez para tomarmos decisões como essa, e colocaremos em debate na nossa próxima reunião”, enfatizou o presidente da comissão, vereador Pedro Lucas (PTB), que nesta quinta-feira contou ainda com a presença dos membros Francisco Chaguinhas (PRP), Francisco Carvalho (PSL), Estevão Aragão (PPS) e Edmilson Jansen (PTC). Já a vereadora Rose Sales (PCdoB) justificou sua ausência por estar participando da Semana Nacional de Promoção das Mulher, em Brasília.

Indagado se poderia comprovar seu depoimento sobre o fornecimento do pescado, Lourival Santos argumentou que fazia o seu controle quando o caminhão iria receber a mercadoria. No tocante se tinha conhecimento que havia doação do excedente por parte dos executores do programa, o dono da Pacific respondeu que lhe cabia somente entregar o produto, e o que acontecia depois não era de sua competência.

Contradição – Relacionado a quantidade de peixe entregue, Lourival Santos chegou a entrar em contradições, pois primeiramente declarou ser de 3.500 KG por evento, mais tarde reconsiderou para 3.500 Kg por semana para cinco eventos, e ao tratar sobre o preço cobrado pelo material, já constava no projeto que seriam 4.000 KG por evento. Diante das inquirições, ele se comprometeu em apresentar documento comprobatório sobre sua declaração num prazo de 10 dias.

Ainda na audiência que se fizeram presentes os vereadores Barbosa Lages (PDT), Bárbara Soeiro (PMN), Fábio Câmara (PMDB), Honorato Fernandes (PT), Ivaldo Rodrigues (PDT), Luciana Mendes (PTdoB), Marquinhos (PRB), Nato (PRP) e Pavão Filho (PDT) também foram sugeridas outras medidas como as convocações do controlador geral do município, procurador geral do município, além de quebra de sigilos fiscais e telefônicos de algumas pessoas envolvidas em todo o processo.  
 
BNC Parlamento Municipal

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