O Programa de Recuperação Ambiental e Melhoria da
Qualidade de Vida da Bacia do Bacanga, gerenciado pela Secretaria
Extraordinária de Projetos Especiais (Sempe), possibilitará, nos próximos anos,
que 80% dos habitantes da Bacia do Bacanga tenham acesso à rede de esgoto.
Somente 39% das residências têm acesso ao serviço atualmente e, mesmo assim,
não há tratamento dos resíduos.
Com a conclusão dos trabalhos de ampliação da rede de água
e esgoto, o tratamento dos resíduos, que antes inexistia, alcançará uma
cobertura de 80% da área. O assunto foi destaque esta semana em reportagem
publicada no site do Banco Mundial (Bird). Outro destaque do projeto é a
oportunidade de remoção de aproximadamente 600 famílias que hoje vivem em zonas
de risco de inundação, perto de igarapés e afluentes.
O Programa da Bacia do Bacanga prevê duas alternativas
para essas famílias. A primeira consiste na mudança dos moradores para
conjuntos habitacionais construídos através de recursos do “Minha Casa, Minha
Vida”. Outra alternativa é o pagamento
de indenização, para que as famílias possam adquirir residências em outras localidades.
Em entrevista concedida à jornalista Mariana Ceratti,
autora da reportagem publicada no site do Bird, o titular da Sempe, Gustavo
Marques, ressaltou a atenção que a Prefeitura está tendo na execução das obras.
“O trabalho tem uma série de desafios, tanto do ponto de vista de saneamento
quanto do social”, comenta.
A especialista em desenvolvimento urbano no Banco
Mundial, Emanuela Monteiro, ficou surpresa com o planejamento feito pela atual
gestão. “Essa é a primeira vez que a Prefeitura de São Luís trabalha integrando
saneamento, melhorias urbanas e controle de risco de enchentes”, explica.
A iniciativa também cuida da recuperação de áreas antes
ocupadas por esgoto a céu aberto e moradias irregulares. No lugar disso, entram
calçadões, praças (como a de esporte e cultura do Coroado, atualmente em obras)
e centros culturais. Além disso, o programa inclui um plano de regularização
fundiária, educação ambiental (atualmente em contratação) e de formação
profissional para os moradores da região do Bacanga.
O programa já começa a mudar a vida de parte dos
moradores estabelecidos na região. O líder comunitário João Flor lembra que os
habitantes são carentes de área de lazer. Ele citou como exemplo a conclusão da
cobertura de concreto de parte do Canal do Coroado onde as pessoas passaram a
usar a estrutura como se fosse um calçadão. Alguns moradores chegaram a
modificar as residências para que pudessem ter uma vista da nova estrutura.
Programa da Bacia
do Bacanga
O Programa de Recuperação Ambiental e Melhoria da
Qualidade de Vida da Bacia do Bacanga foi elaborado para melhorar a vida dos
moradores da região. A proposta é uma iniciativa do Banco Mundial, da
Prefeitura de São Luís e do Governo Federal. Os trabalhos englobam a expansão
da rede de água e esgoto e obras de drenagem que vão minimizar os riscos de
inundações no local.
BNC Cidade
