Governo do Estado não constrói os poços prometidos e moradores de São Luis sofrem com a falta d´agua
Em janeiro de 2012, Ricardo Murad anunciou ações emergenciais que
incluíam gastos de R$ 60 milhões em poços artesianos na capital
maranhense
A interrupção do abastecimento de água é um problema constante na
capital maranhense. Como solução, o governo do estado prometeu desde 2012,
a construção de 60 poços artesianos, em caráter emergencial. Dos poços
prometidos, apenas 05 estão prontos, fato que gerou reivindicações por
parte dos moradores do bairro Diamante, com protestos durante toda a
terça-feira (24).
O
Decreto nº 27.997, datado do dia 10 de janeiro de 2012, assinado pela
governadora Roseana Sarney, declarava a situação de emergência no
Sistema de Abastecimento de Água em São Luís. Nessa mesma ocasião o
governo garantiu que investiria R$ 60 milhões para a construção de 60
poços artesianos, interligados ao Sistema Italuís.
No
prazo de 15 meses a contar do mês de março, o governo entregaria os 60
poços, que custariam em média, R$ 1 mi aos cofres públicos, a cada poço
construído. Os poços prometidos deveriam estar prontos desde junho de
2013. Mas em entrevista coletiva concedida ontem (24), o presidente da
Caema, José Reis Moreira Lima, informou que apenas 05 poços estão à
disposição dos ludovicenses.
Questionada
pela redação do site Maranhão Da Gente sobre a construção em caráter
emergencial dos poços, que ainda está longe de ser concluída, a
assessoria de comunicação da Caema informou que os esclarecimentos só
serão concedidos mediante entrevista com o presidente do órgão.
Porém,
na entrevista coletiva anunciada como "um esclarecimento" sobre a
situação, desta vez sem a presença de Ricardo Murad, que em 2012
comandou a entrevista, onde fez tais promessas, a direção da Caema não
disse o motivo que levou a não construção dos 60 poços anunciados como
ações de caráter emergencial, as quais passados 20 meses, ainda não
foram concluídos.
Após
a entrevista do presidente da Caema, transmitida pela Radio Mirante AM,
o apresentador Geraldo Castro,do programa "Abrindo Verbo", ressaltou
que se fosse pra dar respostas tão vagas a respeito da situação, seria
melhor nem ter convocado a referida entrevista.
BNC Cidade