Ao defender, na sessão plenária desta terça-feira (24), projeto de
autoria da deputada Francisca Primo que prevê na Assembléia eleição para
presidente, quarto vice-presidente e quarto secretário e a ascensão dos
demais membros aos outros cargos, o deputado Marcelo Tavares (PSB)
reclamou do atual poder da Comissão de Constituição e Justiça na
Assembleia Legislativa.
Marcelo considerou que o projeto da deputada Francisca Primo é melhor
para o parlamento e mais democrático, pois entende que o governo já
trabalha hoje para intervir no processo de sucessão no Poder
Legislativo. E disse que nas últimas modificações regimentais os
deputados cometeram um erro grave que atrapalha o funcionamento da
Assembleia. “Nós demos à Comissão de Constituição e Justiça um valor
demasiado. Hoje é preciso ter 22 votos em plenário para modificar uma
decisão da CCJ.
Para Marcelo Tavares, isso significa que a Assembleia está sendo
substituída no plenário pelos parlamentares integrantes da Comissão de
Constituição e Justiça. “Estamos sendo substituídos por 7 deputados.
Eu
considero isso um atraso”, lamentou. O deputado acha que esse erro deve
ser corrigido no Regimento Interno para devolver à CCJ o peso adequado,
igual ao das demais comissões da Assembleia, pois é inaceitável que os
deputados em plenário sejam substituídos por poucos parlamentares.
O
deputado entende que é muito mais fácil, porque é um colegiado menor, os
deputados da Comissão de Constituição e Justiça serem manipulados por
vontades externas ao Poder Legislativo.
BNC Parlamento Estadual
