O SONHO DE UMA TORCIDA
AGNALDO
DA SILVA GUIMARÃES FILHO
O brasileiro nato tem duas
paixões: futebol e carnaval. Concebe-se, portanto, uma cultura que já se tornou
popular no nosso meio, apesar dos estigmas perpetrados por aqueles que não
comungam com essa ideia. No nosso Estado, o Maranhão, essas paixões prevalecem
no meio do povo de forma não menos diferente do resto do País, muito embora o
futebol maranhense se paute em duas correntes que se digladiam de várias
maneiras, em confrontos vários, no estádio castelão: a torcida boliviana e a
torcida motense – que não vão além de gritos e insultos, não deixando cair a
euforia da alegria que esse esporte traz para o povo ludovicense. Hoje, o
cenário é tricolor, definido nas cores verde, amarela e vermelha, as cores
bolivianas que identificam o grande tubarão do nosso futebol. Aliás, o Sampaio
Correia vem, ao longo de um período significativo, fazendo a diferença no
contexto futebolístico estadual em relação às outras agremiações locais.
Campeão da série “D”, passando para a série “C”, do campeonato brasileiro, no
ano passado e, neste ano, já se classificou para a série “B”, do mesmo certame,
contra o Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, em um jogo tumultuado que terminou
empatado em 1 x 1, enquanto o primeiro jogo, que aconteceu em São Luís, foi de
5 x 3, em favor da Bolívia, que estabeleceu a vantagem de perder até por 1 x 0,
no jogo de volta que, mesmo assim, estaria classificado. PARABÉNS Á BOLIVIA,
PARABÉNS À NAÇÃO BOLIVIANA QUE NUNCA DEIXOU DE ACREDITAR NESSA POSSIBILIDADE,
POIS O JARGÃO DA EUFORIA: VAMOS SUBIR PAIÔ, AGORA, É UMA REALIDADE, APESAR DE
TERMOS CONSCIÊNCIA DE QUE O SONHO NÃO ACABOU, PRECISAMOS MOSTRAR QUE TEMOS
CONDIÇÕES DE CHEGARMOS AO CENÁRIO NACIONAL – O GRUPO DE ELITE DO FUTEBOL
BRASILEIRO. E O PAIÔ SUBIIU MESMO.