7 de outubro de 2013

Rede Justiça nos Trilhos, movimentos sociais e universidades do Maranhão promove debate sobre os 30 anos do Programa Grande Carajás

Durante boa parte deste ano, especificamente a partir do fim de maio, um grupo de militantes de movimento sociais, pastorais sociais, intelectuais, estudantes universitários da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e Rede Justiça nos Trilhos, com apoio da Cáritas Brasileira e da Fundação de Amparo à Pesquisa Científica e Tecnológico do Maranhão (Fapema) passou a se reunir às terças-feiras, quinzenalmente, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Imperatriz-MA, com o objetivo de organizar o Seminário Carajás 30 Anos, nos dias 16, 17 e 18 de outubro, onde serão debatidos os 30 anos do Programa Grande Carajás e sua estrada de ferro.
Segundo o documento: Brasil quanto valem os direitos humanos? (2011), da Rede Justiça nos Trilhos, em parceria com a Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH) e a Organização Não-Governamental: Justiça Global, o Programa Grande Carajás foi concebido para a implementação de um complexo logístico orientado inicialmente para à exportação de 35 milhões de toneladas de minério de ferro da região Carajás. Este complexo é constituído por uma mina a céu aberto, uma ferrovia com aproximadamente 890 km de extensão e um porto de águas profundas em São Luis (Ponta de Madeira – 23 m de calado), todos operados pela Companhia Vale do Rio Doce desde 1985, tendo seu investimento inicial alcançado US$ 2,9 bilhões.
Ainda segundo o documento, partir da privatização da Vale S.A. em 1997, e com o crescimento da demanda de minerais pela China, a empresa foi ampliando sua capacidade de produção, que hoje alcança 100 milhões de toneladas de minerais de ferro por ano, devendo alcançar até 2015 ao redor de 230 milhões de toneladas de ferro por ano, não seja o sujeito principal deste informe, cabe mencionar que não foram encontrados estudos de impacto social e ambiental que avaliem de forma integrada os efeitos de tal aumento expressivo de capacidade.
A ideia é realizar esse seminário em uma preparação de outro maior, de caráter internacional, que ocorrerá em São Luís, em maio de 2014. O seminário de Imperatriz, assim como os de Santa Inês (Maranhão), Marabá e Belém (Pará), ainda sem data, daria embasamento para um relatório e uma discussão ainda maior. O internacional terá a participação de representantes de países como Canadá, Moçambique, Equador e outros que têm a Vale na exploração de suas riquezas minerais.


Programação:

Quarta-feira-16 de outubro de 2013

8h – Inscrições
8h30 – Abertura Oficial
9h00 – Mesa redonda: Trabalho, Migração e Movimentos Sociais.
  • Prof. Dr. Alfredo Wagner – Universidade do Estado do Amazonas-UEA
  • Representante do Ministério Público Estadual – Imperatriz
  • Representante do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán – Açailândia
  • Representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST
12h – Almoço
14h – Oficinas, minicursos e Grupos de Trabalho.
16h – Exibição de documentários e apresentações culturais.
Quinta-feira-17 de outubro de 2013

8h – Mesa redonda: Sociedade, economia e meio ambiente: violações de direitos decorrentes do Programa Grande Carajás.
  • Prof. Msc. Bartolomeu Rodrigues Mendonça – Universidade Federal do Maranhão – UFMA (São Luís).
  • Cristiane Faustino – Relatora do Direito ao Meio Ambiente da Plataforma DHESCA Brasil.
  • Representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Açailândia – MA.
  • Representante da Rede Justiça nos Trilhos.
12h – Almoço
14h – Oficinas, minicursos e Grupos de Trabalho.
16h – Exibição de documentários e apresentações culturais.
Sexta-feira-18 de outubro de 2013

8h – Mesa redonda: Cultura, identidade e Questões Sociais.
  • Prof. Dr. Edna Castro – Universidade Federal do Pará.
  • Representante da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão – COAPIMA;
  • Representante do Movimento das Quebradeiras de Coco – Imperatriz;
  • Representante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura do Maranhão – FETAEMA;
12h – Almoço
14h – Oficinas, minicursos e Grupos de Trabalho.
16h – Manifestação Pública.
19h – Noite Cultural e Encerramento.
Observação: Todas as mesas-redondas ou plenárias acontecerão no auditório da Secretaria Municipal de Saúde; os mini-cursos, oficinas e exposições de livros e fotografias nas salas da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e a noite cultural, com cantores da terra e apresentações de grupos culturais da cidade, no pátio da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

Assessoria de Comunicação

Larissa Santos: Cel. Oi (99) 8817-1536 ou Vivo (99) 9205-4411
Zé Luís Costa: E-mail: zeluisscosta@gmail.com

BNC Tocantina

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