A PF (Polícia Federal) atualizou para 25
o número de presos após a Operação Glasnost, que identificou e acabou
com uma rede de pedófilos que agia no Brasil e no exterior nesta
terça-feira (19). A operação mobilizou cerca de 400 agentes e ocorreu em
11 Estados — Goiás, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Maranhão e Minas Gerais.
Dos 25 detidos, 24 foram presos em
flagrante porque manuseavam conteúdos relacionados à pedofilia e houve
um cumprimento de um mandado de prisão preventiva. A maioria dos presos
está na cidade de São Paulo — foram nove no total. No Estado, houve
ainda prisões em Indaiatuba (1) e Cachoeira Paulista (1).
No Paraná, foram presas sete pessoas em
quatro cidades: Curitiba (4 pessoas), Londrina (1), Apucarana (1) e
Campo Mourão (1). No Ceará, uma pessoa foi presa em Fortaleza. Na Bahia,
outro suspeito foi preso Juazeiro (1). Houve ainda prisões em Porto
Alegre (3), Rio de Janeiro (1) e uma em Andradas (MG).
De acordo com o delegado da PF
responsável pelo caso, Flavio Setti, o bando compartilhava o conteúdo na
internet e o distribuía a outros países. Ao todo, há cerca de 100
brasileiros envolvidos com a produção e o compartilhamento de imagens
relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.
A PF informou ainda que a rede utilizava
um site hospedado na Rússia para compartilhar e divulgar os vídeos e as
fotos. A rede era integrada por pessoas de diversas idades e
profissões, como um policial militar, um oficial da FAB (Força Aérea
Brasileira), professores e o chefe de um grupo de escoteiros.
— A investigação foi iniciada há dois
anos. Começou com a prisão de outros pedófilos e com a menção a um site
russo que seria utilizado para troca e divulgação de pornografia
infantil para várias partes do mundo.
A PF informou que um dos suspeitos
abusava sexualmente da filha de cinco anos de idade. Este mesmo
investigado divulgava as fotos dos abusos na internet para outros
pedófilos em várias partes ao redor do mundo.
Os agentes cumpriram 80 mandados de
busca e apreensão e 20 ordens de condução dos suspeitos à força para
prestação de esclarecimento, além de um mandado de prisão preventiva.
Conhecida como Glasnost (‘transparência’
em russo), a operação também prevê, mediante um acordo de cooperação
com o FBI (polícia federal americana), a detenção de brasileiros que
fazem parte da rede e vivem nos Estados Unidos.
Veja as cidades onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão:
Maceió (AL); Juazeiro (BA); Fortaleza
(CE); Anápolis (GO), Aparecida de Goiás (GO) e Niquelândia (GO);
Imperatriz (MA); Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Manhuaçu (MG),
Montes Claros (MG), Varginha (MG), Andradas (MG), Pouso (MG) e Varginha
(MG); Curitiba (PR), Londrina (PR), Santo Antonio da Platina (PR),
Apucarana (PR), Maringá (PR), Campo Mourão (PR), Paranavaí (PR), Ubiratã
(PR), Mandirituba (PR), Almirante Tamandaré (PR) e Fazenda Rio Grande
(PR); Joinville (SC); São Paulo (SP), Cruzeiro (SP), Indaiatuba (SP),
Araçatuba (SP), Bauru (SP), Jaú (SP), Campinas (SP), Capivari (SP),
Bragança Paulista (SP), Hortolândia (SP), Aparecida (SP), Cachoeira
Paulista (SP), São Jose do Rio Preto (SP), São Bernardo (SP), Guarulhos
(SP), Osasco (SP) e Itu (SP); Porto Alegre (RS); e Rio de Janeiro (RJ)
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