Policiais militares e bombeiros realizaram ontem uma passeata em protesto contra as condições de trabalho e contra o assassinato de policiais militares. A passeata iniciada em frente à Fetiema reuniu de cerca de 250 pessoas, entre oficiais, praças e parentes de seis policiais que foram mortos neste mês.
Durante o protesto foi carregado um caixão confeccionado com papelão, os manifestantes exigiam, da governadora Roseana Sarney (PMDB), medidas urgentes que proporcionem mais segurança aos profissionais da segurança durante a execução de suas funções e nos períodos de folga.
O grupo também desejava o cumprimento de alguns acordos estabelecidos após a greve da categoria ocorrida em 2011, como o aumento do efetivo e mais agilidade nas promoções.
Em entrevista ao Jornal Pequeno que publicou matéria sobre o assunto, o cabo Roberto Campos, diretor da Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão (Asspemma), o governo do Estado está manipulando a população com informações deturpadas sobre os homicídios dos militares, mostrando ao povo, que os policiais estão sendo mortos ao fazerem bicos ou durante as folgas.
Ele ressalta que se um agente é assassinado nestas duas situações, as autoridades têm sua parcela de culpa, uma vez que “se estivessem protegidos por coletes à prova de balas, ou se as armas de fogo oficiais pudessem ser utilizadas fora do serviço, o índice de crimes contra a vida dos profissionais da categoria seria anulado”.
BNC Cidade