3 de dezembro de 2013

ADJUNTO DA SAÚDE DO ESTADO CONCEDE ENTREVISTA AO BLOG DO ROBERT LOBATO SOBRE A FALTA DE VACINA ANTIRRÁBICA

Veja os principais trechos da entrevista do secretário-adjunto, que é formado em Medicina Veterinária, Alberto Carneiro: ao Blog Robert Lobato

FALTA DA VACINA ANTIRRÁBICA
Não é verdadeira a informação de que falta vacina antirrábica no Maranhão. Pelo contrário, os nossos estoques na Secretaria de Saúde são suficientes para atender a demanda deste imunobiológico em todo o território do estado.

Ocorre que nalgumas cidades cujo sistema de saúde local não é dotado de equipamentos e instalações adequadas para o estoque das vacinas, nem todos os postos dispõem. Daí que as mesmas ficam devidamente armazenadas nas principais unidades de saúde do Município que recebe o produto diretamente da Unidade Estadual Regional de Saúde à qual o município pertence, completando o estoque sempre quando o Município estiver prestes a acabar o seu. O saldo atual da vacina antirrábica humana na Central do Estado é de 20.995 doses e 1.270 de soro.

VACINAÇÃO ANIMAL
Existem campanhas anuais de vacinação antirrábica no Maranhão. Atualmente são realizadas duas por anos, destinadas para cães e gatos, conforme preconiza o Ministério da Saúde. Ocorre que há casos onde a vítima é atacada por animais silvestres, como morcegos, raposas, primatas ou outros, silvestres ou não, como o caso de herbívoros ( bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, equídeos). Desse modo, qualquer que seja o animal agressor, a vítima deve lavar imediatamente o local da lesão, com água potável e sabão enquanto se dirige a uma unidade de saúde para aplicação imediata do soro e da primeira dose da vacina se o animal for silvestre, de rua ou, se a mordida, arranhadura ou agressão ocorreu em uma das extremidades.

Quando o animal agressor ataca e está infectado com o vírus da Raiva, normalmente está na fase terminal da doença, por isso se justifica manter o animal em observação (quando se tratar de animal doméstico domiciliado) por dez dias. Nessa fase o comportamento do animal começa a se alterar : agressividade, inclusive com o(s) dono(s), perda do apetite, salivação intensa, paralisia dos membros posteriores, entre outras alterações e morte.

Vale ressaltar, que regularmente há vacinação de profissionais cuja atividade implica em pré-exposição para raiva.

Outro dado importante é o trabalho que a secretaria de Saúde tem procurado fazer em parceria com a Aged no combate à raiva, um trabalho integrado que tem gerado bons resultados. Veja abaixo o quadro de agressões em humanos por cães entre 2012 e 2013:
O CASO DA JOVEM ATENDIDA PELO MÉDICO NIGERIANO
Os pais da jovem que faleceu na cidade de Mirinzal afirmam que ele foi mordido por um cão de rua. Pelos dados documentais, que temos o médico Kinglsley Ify Umeilechukwu não aplicou ou prescreveu o soro e tão pouco procedeu devidamente, pois não observou quanto a necessidade da sequência de doses que deveria ser aplicadas no paciente. Havia vacina no município e mesmo se não houvesse na localidade em questão, bastaria ter solicitado na Unidade Regional mais próxima, tal como expliquei acima.
MINISTÉRIO PÚBLICO
A secretaria de Saúde encaminhará este mês a relação dos municípios que não atingiram a meta de vacinação antirrábica, conforme dados contidos no site do SI-PNI – Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, órgão do Ministério da Saúde.
O Maranhão deve, no geral, bater a meta e ficar acima dos 90% de cobertura, mas temos o dever de informar às autoridades fiscalizadoras e à sociedade em geral, quais os municípios não alcançaram os números estabelecidos pelo sistema.
Todo cidadão agredido por animal suspeito de Raiva ou animal desconhecido tem todo o direito de receber soro e vacinas e todo profissional de saúde responsável tem o dever de proceder corretamente. O Estado está fazendo a sua parte, disponibilizando soro e vacinas de uso humano, vacinação animal para cães e gatos, insumos, recursos pra campanhas e capacitações.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

quero comentar