Moscou - A morte do atacante Maicon em decorrência de um acidente
automobilístico na Ucrânia chocou outros jogadores brasileiros que atuam
pelo Shakhtar Donetsk, clube com o qual o atleta de 25 anos tinha
contrato e pelo qual estava emprestado ao Illichivets Mariupol. Maicon é
descrito pelos ex-companheiros como um amigo solícito, que, há cinco
anos na Ucrânia, ajudava na ambientação dos compatriotas.
"O
Maicon tinha um coração muito bom, sempre contagiava os lugares aonde
passava, com sua alegria e tinha uma humildade jamais vista. Espero que
Deus conforte a sua família", fala o meia Douglas Costa, ex-Grêmio. O
volante Fernando, que recentemente trocou o clube gaúcho pelo Shakhtar
Donetsk, também falou sobre a ajuda que recebeu de Maicon na Ucrânia:
"Fiquei sabendo da morte do Maicon quando cheguei no CT para treinar.
Foi aí que fiquei sabendo do que tinha acontecido. Aqui são 12 jogadores
brasileiros, então a gente sempre está convivendo junto, sempre juntos
brincando. Quando eu cheguei à Ucrânia ele (Maicon) foi um cara que me
ajudou bastante. É um cara que estava aqui já há um certo tempo, falava
muito bem o idioma. Era um cara de um coração grande que gostava de
ajudar bastante", conta Fernando.
A colisão entre dois veículos
que causou a morte do atacante Maicon aconteceu após o brasileiro perder
o controle de seu Hyundai Elantra ao tentar uma ultrapassagem em uma
via na região de Donetsk. A batida foi frontal, com um veículo que vinha
na direção oposta e destruiu o carro do brasileiro.
Segundo
relatos ouvidos e transmitidos por ex-companheiros de Shakhtar Donetsk, a
intensa neve do inverno ucraniano atrapalhou o atacante e provocou a
perda de controle ao frear após tentar a ultrapassagem.
"Nem
acredito. Ele era muito amigo, brincalhão, só vivia rindo, sempre rindo.
Nunca tinha tristeza, não estava jogando aqui, mas sempre vivia rindo,
dando alegria. Era um companheiro bem alegre, ele era amigo de todo
mundo. Todo mundo gostava dele", relata o atacante Wellington Nem,
ex-Fluminense.
BNC Mundo
