São Luis - A secretária de Saúde de São
Luís, Helena Duailibe, apresentou na tarde desta quarta-feira (18) um relatório
de medidas adotadas pela gestão Edivaldo desde fevereiro para humanizar o
atendimento de urgência e emergência de São Luís. Ela recebeu a imprensa local
no Hospital Clementino Moura, o Socorrão II, apresentou os corredores da
unidade sem pacientes em macas e adiantou a previsão de reforma predial dos
dois Socorrões como parte do planejamento de readequação da estrutura da rede.
“Desde que assumi a Secretaria
em fevereiro deste ano, por determinação do prefeito Edivaldo Júnior, temos
respondido com medidas importantes e decisivas para retirada dos pacientes dos
corredores”, afirmou Helena. Ela explicou que os casos eventualmente
encontrados são resíduos do sistema de classificação de risco, com tempo já
estabelecido para transferência.
Como medida recente para
melhoria dos serviços, a secretária Helena Duailibe destacou a aquisição de
mais quatro máquinas de hemodiálise no Hospital Santa Casa que possibilitará o
atendimento diário de 26 pacientes com problemas renais agudos, atendidos na
rede municipal. Além disso, a contratação de maior efetivo para o corpo médico
do hospital ampliou a agilidade do atendimento.
A desocupação dos corredores
ocorreu de forma gradativa no Socorrão II. De 150 pacientes que antes ficavam
pelos corredores, houve uma queda imediata para 30 e, enfim, a retirada
completa. A substituição da Pediatria para instalação da emergência clínica e
abertura de leitos de retaguarda com a parceria estabelecida com a Santa Casa
de Misericórdia e Hospital Universitário foram fundamentais para alteração
histórica nos corredores do Socorrão II.
A partir de fevereiro deste
ano, 65 leitos de retaguarda para pacientes de Ortopedia foram abertos no
Hospital Santa Casa e contribuíram para reduzir a demora em cirurgias de média
complexidade no Socorrão II. Por outro lado, dez leitos de retaguarda do
Hospital Universitário reforçaram esse trabalho. Com os dois convênios, foram
viabilizados 98 leitos de retaguarda para diversos tipos de atendimento.
AÇÃO
A secretária contestou os
critérios que levaram ao pedido de interdição, embasado em um relatório
defasado, apresentado há cinco anos, embora a Semus ainda não tenha recebido
oficialmente documento que solicita a paralisação dos serviços. Ela destacou
ainda que o fato de o atendimento à saúde do usuário ser um serviço essencial
não permite a interrupção ou negação do serviço, conforme reza a Constituição
Brasileira.
“Estamos tranquilos sobre as
medidas que temos tomado para humanizar o sistema, o que inclui a remoção de
pacientes de corredores. Acreditamos que anúncios dessa natureza contribuem
apenas para alarmar a população que necessita do atendimento do serviço público”,
comentou.
BNC Cidade
