| Oscar quer comemorar em grande estilo seu aniversário diante do Equador (Foto: Bruno Domingos / Mowa press) |
O meia quer a vitória, é claro, mas celebrar o
aniversário na seleção brasileira já é um triunfo para quem, há sete anos,
soprou velinhas escondido à espera do primeiro contrato de jogador
profissional.
Oscar jogava no São Paulo e era assediado por empresários. O
então presidente do clube, Juvenal Juvêncio, o deixou na Espanha por uma semana
além do torneio disputado, para que ele fizesse 16 anos e, enfim, o termo de
compromisso pudesse ter valor. Foi a forma encontrada para esconder a promessa.
Do jogador, o clube não teve nada mais do que R$ 19 milhões,
conquistados depois das vendas para o Internacional, e dos gaúchos para o
Chelsea, já que Oscar se rebelou contra as poucas chances no time profissional
e iniciou briga judicial com o São Paulo, que ganhou a ação e o dinheiro, mas
perdeu a chance de ver o menino brilhar com sua camisa. E o tempo mostrou que Juvenal
tinha razões para protegê-lo.
| Dunga terá nesta terça nova chance de observar na prática a seleção brasileira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF) |
Com apenas dois anos de futebol europeu na bagagem, o jovem
já disputou uma Copa das Confederações e uma Copa do Mundo como titular da
Seleção, e segue no posto mesmo após a mudança de comissão técnica. Convocado
por Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari e Dunga, ele soma mais responsabilidades
a cada partida.
Com o novo treinador, por exemplo, Oscar divide com Willian as cobranças de faltas laterais e escanteios. No último treino para o jogo contra o Equador, esse tipo de lance foi ensaiado em demasia, assim como já havia acontecido na preparação para enfrentar a Colômbia.
Mesmo com 23 anos, o meia do Chelsea será o terceiro titular
contra o Equador com maior número de jogos pela seleção brasileira: ele tem 39
partidas, atrás de Neymar (55) e Ramires (50). Candidato fortíssimo a se manter
no grupo por muitos anos, inclusive até a Copa da Rússia, quando terá só 26,
Oscar carrega nas costas, além do número 11, a esperança de um futebol
agradável, com cara de brasileiro e disciplina inglesa.
E se há sete anos ele precisou se esconder, tudo que o brasileiro
não quer neste momento é vê-lo escondido em campo.
BRASIL
Jefferson, Danilo, Miranda, Marquinhos e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Ramires,
Oscar e Willian; Neymar e Diego Tardelli.
Técnico: Dunga
EQUADOR
Domínguez, Paredes, Cangá, Erazo e Ayoví; Ibarra, Castillo, Noboa e Martínez
(Somoza); Cazares e Enner Valencia.
Técnico: Sixto Vizuete
Com Informações do GloboEsporte.com.br
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