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22 de junho de 2014

Polícia Federal do Brasil e Argentina detém barrabravas em MG

Rio de Janeiro - A Polícia Federal, em cooperação com a policia argentina, deteve, na tarde deste sábado (21/06), no estádio, em Belo Horizonte (MG), dois barrabravas.

Os argentinos foram autuados e têm o prazo de até 72 horas para sair do Brasil. Toda a ação ocorreu por meio da cooperação internacional que existe entre a Polícia Federal e as policias dos países participantes do Mundial.

Cooperação internacional
O Centro de cooperação Internacional da Policia no Brasil conta com a presença de mais de 200 profissionais de 31 países participantes da Copa do Mundo e mais cinco outras nações convidadas, além de três organismos internacionais (ONU, INTERPOL e AMERIPOL).

Em média, cada delegação dos países participantes atua no Brasil com sete integrantes. Quatro desses policiais viajam com seu respectivo time e trabalham uniformizados nos estádios onde suas seleções se apresentarão. Esses oficiais estrangeiros de campo conhecem suas respectivas torcidas e poderão auxiliar com ações estratégicas de pronta intervenção. Contudo, eles não portarão armas, atuando em conjunto com as forças nacionais de segurança pública.

Outros três integrantes das comitivas de cada país ficam sediados no Centro de Cooperação, em Brasília, compartilhando o acesso a bancos de dados e visualizando, por meio de câmeras, todos os estádios e deslocamentos de suas seleções, em um vídeo wall, com telões gigantes. Todos os integrantes fixos trabalham no mesmo espaço físico, em constante intercâmbio.

BNC  Copa do Mundo 2014

20 de janeiro de 2014

Quase 20 feridos na Argentina em novo ataque de palometas

Buenos Aires.- Pelo menos 18 pessoas ficaram feridas nos últimos dias em ataques de palometas, peixes carnívoros da família das piranhas, em praias do Rio Paraná, que foram temporariamente fechadas para evitar novos ataques, disseram nesta segunda-feira à Agência Efe fontes oficiais.

A maioria de casos foi registrado na cidade de Rosário, que já sofreu um grave ataque de palometas no dia de Natal.

Nestas praias, que ficam a 300 quilômetros a oeste de Buenos Aires, dez pessoas ficaram feridas pelos peixes carnívoros, e uma delas corre o risco de perder parte do dedo do pé.

Além de serem mordidos pelas palometas, os banhistas de outras localidades da província de Santa Fé também sofreram o ataque de raias, que ficam na área litorânea e ferem com suas caudas.

O prefeito de San José del Rincó, Carlos Sánchez, explicou que os ataques de palometas ocorrem "quando o rio está com o nível baixo e as temperaturas elevadas na praia".

A praia municipal, onde os peixes morderam, continuará com o acesso permitido à areia, mas o acesso às águas, de pouca profundidade e quase sem correnteza, características que a tornaram ideal para a presença de palometas e raias, está restrito.

Em San Pedro, cidade banhada pelo Rio Paraná, mas já na província de Buenos Aires, duas pessoas foram feridas, uma delas por uma palometa e outra por uma tarucha, peixe de cabeça alongada e dentes fortes, segundo o presidente do Clube de Pescadores e Náutica, Daniel Chazarreta.

"Calor demais, água muito quente e o nível do rio baixo" são os três fatores que, segundo Chazarreta, também provocaram a aproximação destes peixes.

Até agora, com um mês de verão, quase uma centena de pessoas ficaram feridas pelo ataque das palometas em águas argentinas.

Em Rosário, 60 banhistas foram mordidos no Natal no Rio Paraná, enquanto os peixes atacaram outras cinco pessoas na província de Misiones e seis em Buenos Aires.

Nascido mulher, 1º homem a dar à luz na Argentina relata o caso inédito

Buenos Aires - O transexual Alexis Taborda, 27, que nasceu mulher, é o primeiro homem a dar à luz na Argentina. Casado oficialmente com a também transexual Karen Bruselario, nascida homem, ele aceitou parar o tratamento hormonal que fazia para ter feições masculinas. 
 
Conseguiu assim engravidar –os dois mantiveram os respectivos órgãos originais– e realizar o sonho de sua mulher de ser mãe. Há um mês nasceu Gênesis Evangelina, a filha do casal. 

Desde os seis anos eu sabia que era transexual. Queria fazer xixi em pé, jogar futebol, me vestir como homem. Com 19 anos eu assumi minha nova identidade. Não revelo meu nome antigo porque isso é voltar ao passado, e minha história já é outra. 

Eu e a Karen estamos juntos há quatro anos e queríamos ter um filho. Se adotar uma criança na Argentina é difícil para um casal hétero, imagine para um casal transexual. 

Como esse era o sonho da vida dela, aproveitei que eu não estava tomando hormônios para fazer um check-up e ver se eu podia engravidar. O médico disse que sim. 

Para mim, foi muito complicado psicologicamente voltar a menstruar, já que nos últimos seis anos tomei hormônios para isso não acontecer. Eu já tinha uma figura total de homem e deixar o tratamento de lado foi traumático. Meus peitos voltaram a crescer, e agora não vejo a hora de conseguir fazer uma cirurgia para tirá-los. 

Minha companheira me ajudou muito. Ela me dizia o tempo todo que eu continuava sendo homem que nada tinha mudado, e que seriam só nove meses. 

Durante a gravidez, só senti que estava grávido quando minha filha chutava. Nos outros momentos, era como se não fosse comigo. A Karen vivia pedindo para eu tomar cuidado com a barriga, porque realmente eu não me tocava que era comigo. 

Na hora do parto, escolhi cesárea. 

Quando a Gênesis nasceu, combinamos com a enfermeira que a primeira pessoa a ter contato com ela seria a mãe, e assim foi feito. 

Mas precisamos da ajuda de um advogado porque o hospital queria colocar "senhora Alexis" na ata hospitalar do nascimento da minha filha. Como eu tenho minha identidade reconhecida pela Lei de Igualdade de Gêneros, eles foram obrigados a colocar no registro "senhor". 

Escondemos a gravidez até os cinco meses, porque moramos em Victoria [a 371 km de Buenos Aires], uma cidade muito pequena, com pessoas muito conservadoras. Ficamos com medo. 

Chegamos a ouvir coisas horrorosas como "vocês dão nojo", "pobre dessa criança". Mas não nos abalamos. Agora, não deixarei ninguém falar mal da minha filha. 

Estamos desempregados. Fiz curso técnico de administração hospitalar, mas aqui ninguém nos dá emprego. 

Dividimos um apartamento com uma amiga e recebemos doações de amigos e familiares. Até o fim da gravidez, vendíamos empanadas e tortas na rua. 

A Karen, que já tinha se prostituído, voltou à rua. Mas isso me fazia muito mal e há seis meses ela parou. 

Acho curiosa a fama fora da Argentina. Sempre leio "Primeiro homem grávido na Argentina" na internet. Mas é louco se ver em todos os jornais, sites, se olhar no espelho e falar "não tenho trabalho, não tenho como dar sustento à minha família". 

BNC Mundo

5 de maio de 2013

Boca sofre gol aos 45 segundos, mas consegue empatar com River Plate

Emoção do início ao fim no Superclássico do Campeonato Argentino. Boca Juniors e River Plate empataram por 1 a 1, na Bombonera, pela 12ª rodada da competição, com gol no primeiro minuto, empate pouco antes do intervalo, expulsão nos acréscimos do segundo tempo e muitos fogos e fumaça no estádio, o que chegou a interromper a partida na etapa complementar.

Terceiro colocado, o River Plate foi a 22 pontos, a quatro do líder Lanús, sendo que pode ficar mais distante do primeiro colocado se o Newell's Old Boys, segundo com 25, vencer o Arsenal de Sarandí na segunda-feira à noite e reassumir a ponta. O Boca está em antepenúltimo lugar, em 18º, com apenas dez pontos, e se concentra principalmente na disputa da Taça Libertadores. Vitorioso no jogo de ida das oitavas de final contra o Corinthians por 1 a 0, pode se classificar com um empate diante do time paulista e até com uma derrota por diferença mínima, desde que faça gol, no dia 15, no Pacaembu.

Na próxima rodada, o River recebe o All Boys, domingo que vem, no Estádio Monumental de Nuñez, domingo, às 20h30m (de Brasília). O Boca ainda joga contra o San Lorenzo, sábado, às 16h15m, fora de casa, antes de enfrentar o Corinthians.


BNC Campeonato Argentino