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1 de dezembro de 2014

Nas eleições de 2014, Brasil fez opção conservadora

“O aforismo de Gramsci permeou e permeia o momento político brasileiro: o velho está morrendo, mas o novo não nasceu ainda”, escreve analista ao traduzir os resultados eleitorais de 2014
 
 
 
 
Antônio Carlos de Medeiros *

Nada de ruptura para uma terceira via. Esse foi o recado das urnas nas eleições presidenciais. No primeiro turno, o país escolheu o caminho da primeira (PSDB) ou da segunda via (PT). No final, ganhou a segunda via, com Dilma Rousseff. Predominou a conservação da institucionalidade vigente, por dentro dos partidos políticos e da democracia representativa. Nesse sentido, foi uma opção conservadora. A grande maioria que deseja a mudança escolheu as alternativas já conhecidas. Paradoxos políticos brasileiros.

Venceu a proposta de continuidade com mudança. Ambos, Aécio Neves e Dilma Rousseff, disputaram a primazia do capital simbólico, o da capacidade de condução das mudanças. Mas acabou vencendo a candidatura que conseguiu transmitir maior capacidade de entrega pela via da continuidade. Opção conservadora por aí também.

Essa forma tortuosa de buscar o novo, uma espécie de terceira via em algum ponto futuro, mas através de atores políticos já conhecidos, sem rupturas e via transição, não é novidade histórica no Brasil. Não temos história e cultura de rupturas. Prevaleceu sempre a experiência de mudança por acumulação, e não por ruptura. Mais uma vez, agora. Ao fim e ao cabo, o aforismo de Gramsci permeou e permeia o momento político brasileiro: o velho está morrendo, mas o novo não nasceu ainda.

As expectativas da mudança e da entrega, em circunstâncias históricas de polarização política e fragmentação da representação política no Congresso Nacional, colocam gigantescos desafios para o arco de alianças que venceu as eleições presidenciais e para a nova coalizão politicamente dominante que vai dirigir o país nos próximos quatro anos. Tempos fraturados. Ajuste fiscal, conflitos distributivos, baixo crescimento, espada da inflação. Necessidade imperativa de capacidade de concertação.

As costuras para a formação do novo governo e a articulação da agenda para o país, juntamente com a composição das direções da Câmara e do Senado, deverão dar nitidez à natureza e ao conteúdo da coalizão. Para que as expectativas de diálogos sociais, federativos e empresariais obtenham respostas que apontem para o horizonte das mudanças. Enquanto isso, a tensão política circunscreve o processo político. Para 2015, não há ainda cenário de diminuição da temperatura política. É pesada a carga de demandas sociais, econômicas e políticas sobre o novo governo. É multilateral, transversal , vertical e horizontal a miríade de mediações políticas a serem conduzidas.

E é aí que aparece, forte, a expectativa do papel e postura de Lula. Com sua liderança e capacidade de mobilização, de mediação, e de influência na agenda do país, Lula mais uma vez deverá ter a presença da imanência. Um poder imanente. Nem tão longe, nem tão perto. O que poderá, outra vez, resultar em efeito político moderador, com dimensão real de poder moderador. Com sua capacidade extraordinária de artífice da conciliação, da mediação e do consenso, Lula vai precisar estar mais presente na retaguarda da presidente neste segundo mandato.

Eleita sobretudo para entregar, e para entregar mudanças, Dilma Rousseff está sob escrutínio e vigilância da oposição ampliada pelas urnas e, principalmente, sob o olhar dos brasileiros que desejam mais acesso aos serviços públicos, menos filas, mais segurança, mais mobilidade, menos inflação, mais crescimento. As expectativas e demandas são muito grandes. As cobranças serão constantes e crescentes. Tempos difíceis.

* Antônio Carlos de Medeiros é cientista político.

16 de outubro de 2014

Flávio Dino anuncia Clayton Noleto para a pasta da Infraestrutura



O novo comunicado feito por Flávio Dino nas redes sociais revelou o próximo comandante da Secretaria de Infraestrutura do Maranhão. Empresário e professor na Região Tocantina, Clayton Noleto chefiará a pasta responsável pelas obras físicas estruturantes do Maranhão.

Este é o quinto nome apresentado pelo governador eleito para gerenciar o Estado a partir de janeiro de 2015. Conheça o perfil do próximo secretário.

SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA – CLAYTON NOLETO

Administrador de empresas na Região Tocatina, Clayton Noleto é especialista em Planejamento Estratégico. Com forte atuação no setor privado, Noleto foi professor e instrutor Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), nas áreas de Gestão e Planejamento.

Habilitado pelo programa Empretec como empreendedor, desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU), Clayton Noleto é também historiador e bacharel em Direito. Foi coordenador da coligação “Todos pelo Maranhão” em apoio à candidatura de Flávio Dino na Região Tocantina.

Assumindo a pasta da Infraestrutura do Governo do Estado, Clayton Noleto deverá conduzir as obras viárias e transporte do estado.
 
BNC Cidade

9 de junho de 2014

COPA DO MUNDO: Governo brasileiro barrará mais de 2 mil ‘barra bravas’ argentinos

Rio de Janeiro - O governo brasileiro irá bloquear a entrada de 2100 'torcedores' argentinos na Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira em São Paulo. A informação foi divulgada pelo delegado da Interpol (polícia internacional) no Brasil, Luiz Eduardo Navajas.

Todo esse montante faz parte de uma lista enviada pelo governo argentino ao Brasil, e traz os nomes dos cidadãos hermanos que estão impedidos de entrar nos estádios na Argentina.

Segundo Navajas, os torcedores popularmente conhecido como ‘Barra Bravas’ serão deportados caso consigam se infiltrar nos prévios bloqueios realizados pela Polícia brasileira. Pessoas condenadas por crimes sexuais também serão proibidos de adentrar ao campo de jogo.

A preocupação também é grande com os europeus, entretanto, o delegado afirma que não há a possibilidade da entrada de qualquer torcedor considerado violento no Brasil: "Eles não têm como entrar no Brasil. Tratamos disso com a Inglaterra, Bélgica e Alemanha. Estamos seguros", disse em entrevista à AFP.

BNC Copa do Mundo 2014

30 de novembro de 2013

Palmeiras, Sport, Chapecoense-SC e Figueirense disputarão a Série A em 2014; São Caetano cai para a Série C

O Campeonato Brasileiro da Série B terminou neste sábado (30/11). O Palmeiras já havia se sagrado campeão por antecipação. Também já haviam garantido o acesso à Série A de 2014, com antecedência, Sport e Chapecoense-SC, sendo que este último estreará na elite nacional. Na última rodada, o Figueirense foi o 4º e último clube a garantir a promoção. 

O São Caetano, que em 2000 decidiu o Brasileiro contra o Vasco, caiu para a Série C. O Oeste-SP, time para o qual está emprestado o atacante Rodrigo Dinamite, filho do presidente Roberto Dinamite, terminou em 15º lugar, conseguindo escapar do rebaixamento.
Veja como ficou a classificação final da Série B:

3 de outubro de 2013

Sampaio terá time mais ofensivo contra o CRB-AL

Para continuar lutando por classificação, outro resultado não interessa ao Sampaio no confronto do próximo domingo contra o CRB-AL, no Estádio Castelão, que não seja a vitória. Então, o jeito é colocar um time bem ofensivo. Se no jogo diante do Santa Cruz a equipe atuou com apenas um atacante, agora, Leandro Kível deve ter a companhia de Edgar como a nova dupla de ataque tricolor. O Tubarão vai também tentar acabar com a sequência de cinco jogos sem conquistar um triunfo no Campeonato Brasileiro da Série C.

Com 26 pontos, o Sampaio aparece na oitava posição do Grupo A, quatro a menos do que os líderes Fortaleza, Treze e Brasiliense. CRB, com 29, Santa Cruz, Luverdense e Águia, com 28, também estão na frente do time maranhense. 

Mas essa não é a única luta do Tricolor. Além de brigar por uma vaga na próxima fase, a equipe também quer se afastar da zona de rebaixamento. O Cuiabá, que é o primeiro time dentro do Z3, tem a mesma pontuação do Tubarão.

BNC Sampaio

19 de setembro de 2013

Após análise dos recursos, Vasco é punido pelo STJD e terá que jogar 4 partidas, com portões abertos, a 100km do Rio

Vasco e Corinthians não terão mais de jogar com portões fechados no Campeonato Brasileiro. Porém, as equipes terão de fazer mais partidas longe de casa. Serão quatro partidas realizadas a mais de 100 km de suas respectivas cidades, em locais a serem determinados pela CBF. Este foi o resultado do julgamento dos recursos de ambos os clubes, envolvidos no empate em 1 a 1 em que torcedores brigaram nas arquibancadas do Estádio Mané Garrincha, no dia 11 de agosto. Realizado na tarde desta quinta-feira, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Pleno foi comandado por seu presidente Flávio Zveiter.
As multas de R$ 50 mil, para o clube carioca, e R$ 80 mil, para o paulista, foram mantidas. Os envolvidos foram inicialmente punidos com a perda de mando de campo por quatro partidas, sendo que duas com portões fechados e outras duas apenas com torcida visitante. Depois, tiveram concedido efeito suspensivo e a pena foi reduzida para duas partidas com portões fechados. Agora, a pena foi novamente modificada.

O diretor jurídico Gustavo Pinheiro representou o Vasco e alegou na defesa que o clube fez o que estava em sua alçada para coibir a violência. Segundo ele, não existiu fato grave praticado pela instituição, e o pedido foi de absolvição. O advogado do Corinthians foi João Zanforlin, que começou dizendo nunca ter visto nada tão absurdo como os primeiros julgamentos do caso, citando penas que não existem e foram aplicadas. Ele não pediu absolvição, e disse que se contentava em não mais ser punido com jogos feitos com portões fechados.

Paulo César Salomão foi o auditor-relator do processo e, em extensos argumentos, votou por excluir a pena de portões fechados, mantendo as multas e optando pela punição de quatro perdas de mando. Os auditores Miguel Cançado e Alexander dos Santos acompanharam. Ronaldo Botelho votou da mesma forma em relação ao Corinthians, mas pediu para que a punição ao Vasco fosse menor, de três partidas. Salomão voltou atrás e também diminuiu a pena vascaína. O voto de Zveiter foi divergente: tratando o caso como excepcional, preferiu por jogos sem torcida. Mesmo sendo voto vencido, decidiu que as penas fossem iguais para as duas instituições.

Vídeos do ocorrido no Distrito Federal, em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, foram exibidos no STJD. Ricardo Gomes, diretor do clube carioca, esteve presente no local e foi mencionado por todos os auditores, que rasgaram elogios ao longo do julgamento. 

BNC Vasco