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23 de março de 2015

Chapa 2 quer mudança após 16 anos de descaso

Grande Ilha - Membros da chapa "Unidos pela Mudança", sócios do Sindicato de Asseio e Conservação (SEEAC/MA), vem sofrendo uma série de constrangimentos e falsas acusações por parte do senhor Honésio Máximo da Silva, atual presidente do sindicato. Ele, em suas atribuições como chefe legal, mas mantendo o abuso de poder, está impedindo a participação dos integrantes sindicalistas a participarem de eventos congressistas, pois o mesmo se sente ameaçado em fracassar nas próximas eleições.

As reclamações por parte da categoria foram representadas por respostas em cartazes e panfletos. No conteúdo eles reivindicam mudança total da diretoria que está a mais de 16 anos no poder, podendo perpetuar por mais 6 anos. Os membros também lutam pelos benefícios que foram banidos, como o vale gás e auxílio funeral; a sede recreativa do próprio sindicato que nunca foi construída; uma renovação no piso salarial, além de outras questões referente a melhoria da classe.

"A categoria não está nada satisfeita com a situação atual. Honésio Maximo, não trabalha em equipe, pois tem buscado melhorias para si próprio e deixando a classe trabalhadora a mercê do descaso. Nosso foco principal é implantar uma nova política organizacional e dar qualidade de vida aos trabalhadores, além de efetivar uma administração transparente, pontuou Hilton Valois da Silva, representante da chapa, acompanhado pelos membros Renato dos Santos Silva e Rutiene Vieira Matos.

Na verdade, o atual presidente, se sente ameaçado pela classe oposicionista, que vem alavancando e planejando uma série de benefícios a curto, médio e  longo prazo, os quais foram retirados pela presente gestão.

Em nota de esclarecimento e respondendo as criticas da oposição, Honésio se mostra totalmente despreparado para segurar mais 6 anos de gestão a frente do sindicato. Ele usa palavras desafiadoras, que compromete sua estabilidade competente, ou seja, deixá-lo mais esse tempo no comando da categoria, pode ser um tempo perdido para a classe trabalhadora.

O último episódio da indignação da chapa de oposição, aconteceu no dia 25 de janeiro, após os seguranças de Honesio barrarem a entrada dos membros da classe no congresso sindical. Segundo a chapa, o presidente só aparece em época de eleição com o objetivo de ganhar voto, caso esse que fica claro o descuido total com os trabalhadores.
 
BNC Sindical

5 de abril de 2014

Comuma aprova criação da Unidade de Conservação do Rio das Bicas

São Luis - Membros do Conselho Municipal de Meio de Ambiente (Comuma) aprovaram em reunião no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), esta semana, a criação de outras três Unidades de Conservação (UCs) em São Luís. A primeira a ser criada será a UC do Rio das Bicas, na bacia do Bacanga, seguida da UC do Parque das Dunas, na região da Praia de São Marcos, e da UC da Bacia do Rio Anil.

Com a criação de mais Unidades de Conservação, a Prefeitura de São Luís reforça o conceito de sustentabilidade, a partir da preservação dos recursos naturais, defendida pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Segundo o coordenador de recursos ambientais da Semmam, Luís Jorge Dias, o Rio das Bicas, apesar de possuir uma bacia pequena, foi historicamente um curso d’ água importante para o processo de ocupação e de abastecimento das áreas periféricas de São Luís, entre as décadas de 50 e 70. “Ele também foi canalizado sob galerias, contribuindo para ida de moradores para as adjacências da região onde está localizado”, relatou Luís Jorge.  

Em função da importância ambiental do Rio das Bicas, a Prefeitura vai priorizar a implantação efetiva da UC naquela localidade. “Não há nenhum rio que contribua com a laguna do Bacanga como o Rio das Bicas. Como a área de confluência dos dois cursos d’água é rica em manguezais, foi criado o Parque Municipal do Rio das Bicas no ano 2000. Agora, temos que focar nas ações voltadas também para a foz do rio, trabalhando em consonância com o Comuma”, ratificou o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Rodrigo Maia, que também preside o Comuma. 

Na região, um conjunto de obras está sendo desenvolvido pela Prefeitura de São Luís: o Programa de Recuperação Ambiental e Melhoria da Qualidade de Vida da Bacia do Bacanga. O programa, financiado pelo Banco Mundial, pela Prefeitura e pelo Ministério das Cidades, prevê ações urbanísticas, habitacionais, paisagísticas, de macro e de micro drenagem, e de pavimentação.

DEMAIS UCs
O Comuma também propôs a criação das Unidades de Conservação do Parque das Dunas, na orla da praia de São Marcos, que é área de preservação permanente. “A especulação imobiliária em São Luís está promovendo um avanço sobre as dunas da capital. Para evitar a extinção desse ecossistema, extremamente sensível à ação humana, o Conselho deliberou por incluir áreas de praia, que sejam de responsabilidade da Prefeitura, nos projetos de proteção”, informou o secretário Rodrigo Maia. 

Na ocasião, a criação da Unidade de Conservação da nascente da bacia do Rio Anil também foi definida. “Por ser genuinamente ludovicense, nascendo e se mantendo no âmbito do município, a Prefeitura reconhece a importância de sua recuperação e conservação”, justificou Maia.  

No ano passado, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior decretou a criação das duas primeiras UCs da cidade, uma no Parque do Bom Menino e outra, no Diamante. Dentre as vantagens da implantação de Unidades de Conservação estão o apoio aos serviços urbanos e de infraestrutura e a possibilidade de proporcionar atividades ao ar livre. O auxílio na dispersão da poluição, o controle da temperatura e o reforço a valores estéticos e simbólicos também compõem o cenário positivo acarretado a partir da criação das Unidades de Conservação em São Luís. 

BNC Cidade

9 de agosto de 2013

Quebradeiras de coco babaçu se reunem com Instituto Chico Mendes para tratar sobre resex Enseada da Mata

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, reuniu-se, nesta quarta (7), na sede do Instituto, em Brasília, com integrantes do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB). O movimento reivindica, entre outras coisas, urgência no processo de criação da Reserva Extrativista (Resex) Enseada da Mata, no município de Penalva, no Maranhão.
 
Maria do Rosário Costa Ferreira, coordenadora regional da Baixada Maranhense do MIQCB, relatou que o principal desafio para a comunidade é o acesso à terra. Segundo ela, a região é conhecida por atividades agropecuárias e conflitos com fazendeiros e produtores. "A criação da Resex, com área que abrange o território tradicionalmente ocupado pelas comunidades locais, irá facilitar o acesso à produção do coco babaçu".
 
Além da criação da Resex, o movimento pede a abertura de novos processos de criação de unidade de conservação (UC) de uso sustentável na região da Baixada Maranhense, para preservar os recursos e permitir o acesso das comunidades tradicionais, e encontros com o ICMBio e as quebradeiras de coco babaçu na região.
 
Ambiental e social
O presidente Vizentin disse que o ICMBio se preocupa com a relação entre o social e o ambiental, mas frisou que é necessário cumprir várias etapas para viabilizar a criação de UCs. "É preciso articulações políticas nas diversas esferas governamentais e estudos técnicos. O ICMBio está atento à importância de toda ligação que envolve culturas tradicionais, uso de recursos naturais e preservação do meio ambiente", afirmou ele.
 
Segundo a coordenadora geral do MIQCB, Maria de Jesus Ferreira Bringelo, o movimento surgiu na década de 1990 e reúne aproximadamente 300 mil mulheres em quatro estados – Pará, Piauí, Maranhão e Tocantins.
 
"O movimento luta para que o babaçu seja um produto livre para toda a comunidade tradicional poder produzir. Tem que haver políticas públicas, geração de renda, organização do processo gerencial, infraestrutura voltada para a melhoria da qualidade de vida, formação e sustentabilidade. Somente na região do município de Penalva são cerca 600 famílias, ou seja, entre 10 mil a 12 mil moradores", declarou Maria de Jesus.
 
Vizentin destacou o compromisso das quebradeiras de coco babaçu com o movimento e a iniciativa delas virem até Brasília fazer as reivindicações. Como encaminhamento, o Instituto ficou de apresentar ao MIQCB um relato detalhado da situação atual do processo de criação da Resex Enseada da Mata e, em outubro, realizará reunião, em São Luís (MA), para discutir a gestão participativa na região.
 
Participaram ainda do encontro o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em Unidades de Conservação do ICMBio, João Arnaldo Noaves, a coordenadora-geral de Consolidação Territorial, Eliane Maciel, e integrantes da Rede Cerrado.
 
Saiba mais
Mais de 18 milhões de hectares do território brasileiro são cobertos por florestas secundárias de palmeiras de babaçu. No Brasil, quatro unidades de conservação federal sob gestão do ICMBio trabalham com o coco babaçu, do qual são retirados cerca de 64 subprodutos, que garantem a sobrevivência de muita gente. São elas: a Resex Extremo Norte do Estado do Tocantins (TO) e as Resex Mata Grande, Chapada Limpa e do Ciriaco, no Maranhão.
 
BNC Cotidiano