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23 de fevereiro de 2014

Tinga, Feitiço, atitude e racismo no futebol


Por  Kiko Nogueira

O meio-campista Tinga, do Cruzeiro, reagiu de maneira equilibrada depois dos xingamentos perpetrados pela torcida peruana do Real Garcilaso. Um bando de boçais imitava macacos a cada vez que ele pegava na bola durante a partida (que terminou em 2 a 1 para o Real, aliás).

“Eu queria não ganhar todos os títulos da minha carreira e ganhar o título contra o preconceito contra esses atos racistas”, disse. “Infelizmente, aconteceu. Joguei vários anos na Alemanha e isso nunca aconteceu. Agora, em um país vizinho ao nosso, onde existem pessoas iguais a mim, acontece isso. Por mim, eu deixaria de ganhar qualquer título para que não houvesse mais desigualdade”.

Tinga poderia — e seria compreensível — ter perdido a cabeça. De uma maneira simples, porém, externou uma consternação diante daquele absurdo: se na Alemanha ele não passou por isso, como esse tipo de ofensa pode ter vindo de um país tão próximo ao nosso — e longe de ser ariano?

Bem, o racismo e a estupidez não têm fronteiras e estão entranhados no futebol. O tema tem sido tratado, com medidas mais ou menos paliativas, pela Fifa. É um problema antigo. Provavelmente faltem, também, jogadores mais combativos. Talvez falte atitude, de uma maneira geral.

No seu clássico “O Negro no Futebol Brasileiro”, o grande Mario Filho, maior cronista do esporte (que seu irmão Nelson Rodrigues chamou de “criador de multidões”), contou uma história exemplar.

Mario relata o surgimento do São Cristóvão nos anos 20. Segundo ele, naquele time, “os mulatos e os pretos sentiam-se mais mulatos e pretos, orgulhando-se disso”. Com esse espírito, o São Cristóvão sagrou-se campeão carioca em 1926.

E então ele fala de Feitiço, nascido Luís Macedo Matoso. Feitiço era centroavante do Santos na época, conhecido por suas cabeçadas e gols de bico.

Num jogo entre o escrete carioca e o escrete paulista em 13 de novembro de 1927, houve uma paralisação depois de um pênalti para o Rio de Janeiro. Presente ao estádio, o presidente Washington Luís, que não entendia nada, mandou da tribuna que a partida prosseguisse.

Feitiço não gostou da interferência. Embora não fosse o capitão, liderou a equipe em sua retirada de campo. Feitiço, um mulato que, de acordo com Mario, mal sabia rabiscar o nome na súmula, era o símbolo de uma nova postura.

No gramado, ele “estufava o peito, empinava o queixo. Ia logo levantando os braços, apertando as mãos por cima da cabeça, como um boxeur depois de um knock-out, pedindo palmas, querendo mais palmas. Quanto mais palmas batiam para ele, mais ele corria em campo”. Feitiço ainda seria aclamado “Imperador do Foot-ball” pela imprensa britânica depois de uma vitória de 5 a 0 da seleção brasileira sobre a escocesa em 1928.

Talvez esteja faltando um pouco de Feitiço a Tinga e a tantos outros jogadores brasileiros vítimas de palhaços racistas. Sair de campo no primeiro guincho de símio ouvido na arquibancada é um começo — ainda que venha do presidente.

BNC Futebol

26 de dezembro de 2013

STJD julgará, nesta 6ª, recurso do Cruzeiro no caso do goleiro relacionado supostamente sem contrato contra o Vasco

O Cruzeiro irá a tribunal nesta sexta-feira, pela manhã, para novo julgamento do caso do goleiro Elisson, que teria sido escalado irregularmente para o jogo contra Vasco, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro 2013. Em primeira instância, a Raposa foi absolvida da sentença de perda de pontos, mas levou multa de R$ 10 mil.

A denúncia apresentada pela procuradoria informava que Elisson, de 26 anos, não possuía contrato válido com o Cruzeiro na data da partida, enquadrando o clube no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), sobre "incluir na equipe, ou fazer constar na súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente".


A punição prevista é a perda de três pontos (independentemente do resultado da partida) e multa que pode variar de R$ 100 a R$ 100 mil.


Os advogados do time celeste alegaram que encaminharam os dados da renovação de contrato com o goleiro à Federação Mineira de Futebol em 3 de junho. A entidade, por sua vez, reconheceu o envio e disse que pode ter ocorrido erro técnico na transmissão das informações à CBF. O prazo de encerramento do novo contrato não foi informado.


Na partida contra o Vasco, no qual a Raposa foi derrotada por 2 a 1, no Maracanã, Elisson ficou apenas no banco de reservas e não foi acionado, mas sua presença entre os relacionados era suficiente para a denúncia.


Mesmo que seja condenado nesta sexta, o Cruzeiro não corre risco de perder o título brasileiro conquistado, isso porque o time foi campeão com 11 pontos de diferença para o Grêmio, segundo colocado.


Fonte: O Tempo 
BNC Vasco

31 de maio de 2013

Em pesquisa sobre os maiores vices do Brasil, Vasco ocupa a 5ª colocação; Urubu é o 3º

O Only Esportes divulga nesta quinta-feira uma lista com os dez clubes que mais colecionam vices-campeonatos em competições oficiais organizadas pelas principais entidades do futebol. Apesar da fama, o Vasco não é o clube com mais vices no país. O posto é ocupado pelo Cruzeiro, que chegou na segunda colocação em 47 oportunidades.

Em seguida, aparece o São Paulo, batendo na trave 42 vezes. Na terceira colocação figura o Flamengo. O clube rubro-negro já terminou na segunda posição 41 vezes. Com 34 vices no Campeonato Mineiro, o Atlético-MG ocupa o quarto lugar, somando 40 no total. Fechando o ‘top-5′, o Vasco mostra que não é o ‘vice’ do futebol brasileiro, como dizem os rivais. A entidade cruzmaltina foi vice-campeã em 37 campeonatos.

Veja os dez clubes brasileiros que mais vezes chegaram em segundo:

1. Cruzeiro: 30 Campeonatos Estaduais; 1 Copa Sul-Minas; 1 Copa dos Campeões; 1 Copa do Brasil; 5 Campeonatos Brasileiro; 2 Taça Libertadores; 1 Copa Mercosul; 2 Supercopas Libertadores; 2 Recopas Sulamericanas; 2 Campeonatos Mundiais. Total de vices: 47

2. São Paulo: 23 Campeonatos Estaduais; 4 Rio-SP; 1 Copa dos Campeões; 1 Copa do Brasil; 5 Campeonatos Brasileiro; 3 Taça Libertadores; 1 Supercopa Libertadores; 1 Recopa Sulamericana; 2 Copas Ouro. Total de vices: 42

3. Flamengo: 30 Campeonatos Estaduais; 4 Rio-SP; 3 Copas do Brasil; 1 Campeonato Brasileiro; 1 Copa Mercosul; 2 Supercopas Libertadores. Total de vices: 41

4. Atlético-MG: 34 Campeonatos Estaduais; 4 Campeonatos Brasileiro; 1 Copa Conmebol; 1 Copa Ouro. Total de vices: 40

5. Vasco da Gama: 23 Campeonatos Estaduais; 7 Rio-SP; 1 Copa do Brasil; 4 Campeonatos Brasileiro; 2 Campeonatos Mundiais. Total de vices: 37

6. Remo: 32 Campeonatos Estaduais; 1 Copa Norte; 2 Taças Norte-Nordeste; 2 Campeonatos Brasileiros da Série B. Total de vices: 37

7. América-RN: 36 Campeonatos Estaduais; 1 Campeonato Brasileiro da Série C. Total de vices: 37

8. Paysandu: 35 Campeonatos Estaduais; 1 Copa Norte. Total de vices: 36

8. Palmeiras: 24 Campeonatos Estaduais; 1 Rio-SP; 1 Copa do Brasil; 3 Campeonatos Brasileiros; 3 Taças Libertadores; 2 Mercosul; 1 Mundial de Clubes. Total de vices: 35

7. Grêmio: 27 Campeonatos Estaduais; 3 Copas do Brasil; 2 Campeonatos Brasileiros; 2 Taças Libertadores; 1 Campeonato Mundial. Total de vices: 35

9. Náutico: 31 Campeonatos Estaduais; 2 Campeonatos Brasileiros da Série B; 1 Campeonato Brasileiro. Total de vices: 34

10. Vitória: 26 Campeonatos Estaduais; 3 Copas Nordeste; 1 Copa do Brasil; 1 Campeonato Brasileiro da Série C; 1 Campeonato Brasileiro da Série B; 1 Campeonato Brasileiro. Total de vices: 33

Fonte: Only Esportes