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7 de novembro de 2014

Serenata Histórica encanta público na feira do livro na capital

Cortejo com músicos e o grupo “Tramando Teatro”  fizeram o cortejo ficar mais belo

São Luis - “O Serenata Histórica é um dos mais belos projetos da Setur. Ele utiliza o lúdico através da música, teatro e guia turístico para encantar a comunidade local e os visitantes, mostrando nossa cultura, história e valorizando o Centro Histórico de nossa cidade, meta do prefeito Edivaldo Holanda Júnior”, ressaltou o titular da Setur, Lula Fylho, ao comentar a consolidação do projeto.

Com a participação do público, lendas e personagens do passado de São Luís, como Ana Jansen, foram apresentadas. A professora Marilete Palhano sentiu o tempo voltar. “Fiquei com vontade e saudade dos bons tempos que passaram. Lembrei dos meus pais e dos meus irmãos. Gostei muito! Isso chama a atenção para o local”, comentou.

A edição especial do passeio encantou os visitantes da 8ª FeliS. O projeto poderá ser conferido novamente no fim deste mês no dia 27 , com saída da Praça Benedito Leite. O cronograma da Setur também inclui duas apresentações em dezembro, uma no dia 4 e outra no dia 18, com a Praça Benedito Leite como ponto de partida.

BNC Cultura

21 de outubro de 2013

Petróleo: a historia se repete

Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Naqueles anos, de triste recordação para o povo brasileiro, mal assumiu o governo, Fernando Henrique Cardoso (FHC) enviou ao Congresso um projeto de emenda constitucional que visava acabar com o monopólio da Petrobrás sobre a exploração e produção de petróleo.

Em 3 maio de 2013 completou 18 anos da histórica e heróica greve de 32 dias dos petroleiros, que em plena era FHC, foi fundamental como movimento de resistência para impedir a privatização da Petrobrás (ou PetroBrax como se chamaria). Naquele ano de 1985 foi autorizado pelo presidente da Republica que o exercito com tanques, metralhadoras e militares ocupassem as refinarias e reprimissem os trabalhador@s.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que liderou este movimento, acabou despertando um movimento nacional de solidariedade resultando no grito único de que “somos todos petroleiros”. Um alto preço foi pago, resultando na demissão de muitos trabalhador@s, e de multas astronômicas para os sindicatos ligados a FUP. Com toda repressão a luta valeu a pena, e a Petrobrás não foi totalmente privatizada.

Agora, novamente, os petroleiros mostram o caminho em uma greve contra o leilão do Campo de Libra, na Bacia de Santos - a primeira licitação de área do pré-sal. Libra não é um mero campo, é um reservatório totalmente conhecido, delimitado e estimado em seu potencial de reservas em barris. Ou seja, esta área não é um bloco aonde a empresa petrolífera irá “procurar petróleo”. Constitui na maior reserva comprovada de petróleo brasileiro no pré-sal, descoberto pela Petrobrás em 2010, e uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 20 anos, possuindo entre 12 e 14 bilhões de barris de petróleo (equivalente a dois terços das atuais reservas brasileiras).

No dia 17/10 a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que autoriza o envio, além das tropas do Exército, homens da Força Nacional de Segurança, da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF)  para garantir (?) a realização do leilão da área de Libra, que ocorrerá na segunda-feira (21/10) no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O Ministério da Defesa coordenará as ações com apoio do Ministério da Justiça, em uma operação denominada de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e será executada pelo Comando Militar do Leste, que contará com mais de 1.100 homens. Não está descartada a possibilidade de reforço da Marinha e até da Aeronáutica.

Mais uma vez a presidente Dilma decidiu imitar FHC, pois além de privatizar o petróleo, chama o exercito contra aqueles que denunciam o entreguismo, como o tucano fez em 1995. Além disso, alimenta a judicialização e a criminalização por parte da mídia. Sem dúvida ficará para a história pelo uso do exército, contra os manifestantes que defendem os interesses nacionais.

Contra os leilões do petróleo e pela soberania nacional. O petróleo é nosso.

BNC Artigp