31 de maio de 2009

Sarney presionado em Brasilía por receber auxilio-moradia.

Os senadores João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT) também receberam auxílio-moradia de R$ 3.800 mensais mesmo morando em imóveis oficiais, o que a lei proíbe. Todos disseram ter pedido cancelamento do benefício.
O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que mora em seu próprio imóvel, também recebeu o auxílio, mesmo tendo à disposição a residência oficial e fazendo uso dela.
A Folha teve acesso a uma lista sigilosa de senadores que ganham o auxílio-moradia. João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT) receberam o benefício apesar de morarem em apartamentos funcionais cedidos pelo Senado, o que não é permitido pela legislação.

Depois de procurados pela reportagem, todos pediram o cancelamento do auxílio.Anteontem, a Folha revelou que o Senado paga ilegalmente auxílio-moradia para 42 senadores.

O ato que regulamentava o benefício foi revogado em dezembro de 2002.Ainda que o instrumento legal valesse, os quatro senadores estariam em situação irregular, pois somente os congressistas sem imóvel funcional podem receber o benefício.

O ato revogado, e que deve ser reeditado, definia que o auxílio só seria pago aos "senadores que não dispuserem de apartamento funcional". Já a lei 8.112 diz que o benefício será pago se "não existir imóvel funcional disponível".
Na terça-feira, Sarney respondeu que "nunca" recebeu auxílio-moradia, benefício pago mensalmente juntamente com o salário do senador. Mesmo depois de ter sido informado pela Folha de que seu nome constava na lista dos beneficiários, o senador insistiu nessa versão.
Seus assessores afirmaram que a lista era falsa.Somente ontem a assessoria de Sarney confirmou que ele recebe o benefício desde maio de 2007, e admitiu que, mesmo após ele assumir a presidência, o pagamento foi mantido.

A assessoria disse que Sarney não tinha conhecimento disso e pediu a suspensão do benefício. Lucena também disse que não tinha conhecimento de que tinha o auxílio.

Ele recebeu o benefício ilegalmente durante um ano e oito meses -um total de R$ 79.800.O senador encaminhou ofício à direção da Casa no qual considera o fato "extremamente grave". Também pediu a suspensão do pagamento e disse que irá devolver o valor.

Até quando temos que aguentar situações como essa, que ferea soberania de um povo, que rala a vida toda, para sustentar parlamentares que usam de forma inrregular o dinheiro público.
Fonte: NBC NOTICIAS

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